UGT ameaça avançar com greve na Função Pública

Os sindicatos acusam o Governo de falta de comunicação com as organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores e admitem avançar para greve caso o processo negocial se mantenha parado.

A Federação de Sindicatos para a Administração Pública (FESAP), afeta à UGT, quer convocar uma reunião urgente com o Ministério das Finanças para discutir o descongelamento das carreiras e o Orçamento de Estado para o próximo ano. Os sindicatos acusam o Governo de falta de comunicação com as organizações de defesa dos direitos dos trabalhadores e admitem avançar para greve caso o processo negocial se mantenha parado.

Há mais de um mês que os sindicatos da Função Pública aguardam para retomar as negociações com o Governo para o descongelamento e progressões de carreiras, que permanece inalterado desde 2009. A última reunião, realizada em julho, terminou sem que fossem tomadas medidas concretas e, após a substituição da secretária de Estado da Administração Pública, ainda não foram retomadas as reuniões.

“O Governo desvaloriza o papel dos sindicatos e não respeita a lei da negociação colectiva, nem os compromissos assumidos”, afirma José Abraão, coordenador da Fesap ao jornal ‘Público’, lembrando que as medidas em negociação deveriam ficar concluídas até ao final do mês de julho e os sindicatos estão “muito descontentes” com as notícias de que o Executivo socialistas pretende apenas descongelar as progressões na carreira no próximo ano.

A FESAP vai mais longe e diz mesmo que o Governo está a desrespeitar as organizações representativas dos trabalhadores, “empurrando-os inevitavelmente para ações de protesto que respondam cabalmente a esses atos e pela tomada de posições que não excluem nenhuma forma de luta”.

Recomendadas

Ata do IPDJ contraria afirmações do secretário de Estado do Desporto

Ata de reunião de 5 de maio de 2017 do conselho diretivo do IPDJ confirma acusação que recai sobre Vítor Pataco: Baganha teve de avocar o processo que o seu vice reteve por nove meses.

Decisão sobre Infarmed é coerente e teve em conta vontade dos trabalhadores, diz ministro

O ministro da Saúde considera que a decisão de suspender para já a deslocalização do Infarmed para o Porto “é coerente” com o que Governo tem afirmado e foi tomada tendo em conta a vontade dos trabalhadores da instituição.

Decisão sobre Infarmed é coerente e teve em conta vontade dos trabalhadores, realça ministro da Saúde

Para Campos Fernandes, a análise feita pelo grupo de trabalho sobre a manifestação da vontade dos trabalhadores, que não pretendiam mudar para o Porto, constitui uma “barreira” à deslocalização do Infarmed.
Comentários