Um quarto dos alunos do programa MIT Portugal já criou uma empresa

Um estudo revela que 27% dos alunos do programa criou, pelo menos, uma empresa ou uma organização sem fins lucrativos e 30% uma patente.

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Uma altíssima percentagem dos estudantes apoiados pela parceria de Portugal com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) enveredou por atividades com forte cunho inovador e empreendedor, incluindo a formação de empresas de base tecnológica, revela um estudo  dos percursos profissionais dos alunos que participam no programa, tanto ao nível de mestrado como de doutoramento.

Tendo por base um inquérito online ao qual responderam cerca de duas centenas de alunos que participaram no Programa entre 2007 e 2017, o estudo revela que 62% dos inquiridos desenvolvem hoje atividades relacionadas com inovação e empreendedorismo. De referir, segundo o programa que, que “a maioria dos estudantes estudou temas de alta especialização técnica ou científica, o que poderá ter consequências diretas na sua capacidade de promover a inovação tecnológica nas suas instituições.”

O estudo revela, em particular, que cerca de 27% dos alunos criou já, pelo menos, uma empresa ou uma organização sem fins lucrativos, sendo, “empreendedores” no sentido estrito da palavra”. Outros 30% referem ser inventores de patentes ou trabalhar no desenvolvimento de novos produtos e serviços, sendo classificados pelo estudo como “inovadores”.

De forma geral, os inquiridos consideram que o Programa MIT Portugal “promove uma cultura de inovação e o empreendedorismo” e que o faz “de forma mais significativa do que outros programas de estudo” em que estiveram envolvidos. De realçar ainda que, segundo os resultados, a maior parte dos alunos que optaram por atividades inovadoras ou empreendedoras tinham participado em iniciativas dedicadas ao tema, tanto promovidas pelo Programa como pelas suas respetivas instituições de ensino portuguesas.

O Programa MIT-Portugal é uma parceria estratégica do governo português, através da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, que reúne várias universidades, centros de investigação e parceiros empresariais portugueses e o norte-americano MIT.

O estudo está a ser coordenado pelo professor João Fonseca Bigotte, fazendo também parte da equipa o docente Nuno Arantes-Oliveira e a aluna do MIT Katherine Silva. Esta primeira fase do estudo permitiu identificar dezenas de empresas criadas pelos estudantes do Programa ao longo dos anos, cujo impacto na economia e sociedade os investigadores pretendem analisar num futuro próximo.

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