União Europeia aumenta pressão sobre a Suíça para concluir um novo acordo

“As negociações não podem tornar-se uma história sem fim”, referiu o comissário europeu Johannes Hahn, que ameaça interromper o comércio transfronteiriço de ações até ao final do ano, se não houver acordo.

A União Europeia está a pressionar cada vez mais a Suíça para fechar um novo acordo bilateral que cimente os laços entre ambos os lados. O comissário europeu Johannes Hahn, tem estado em contato com o ministro das Relações Exteriores da Suíça, revela o jornal suíço “Neue Zuercher Zeitung”.

“No interesse de ambos os lados, precisamos obter resultados em breve. As negociações não podem tornar-se uma história sem fim”, referiu Johannes Hahn, esperando ter resultados até ao final de outubro.

No ano passado, a Comissão concordou em reconhecer as regras do comércio suíço de bolsas somente até ao fim de 2018.

Questionado sobre o que acontecerá com a negociação de ações se nenhum acordo surgir no final de outubro, Johannses Hahn, afirmou que “sinceramente não consigo imaginar” e que “prolongaríamos a exceção por mais um ano”.

O volume de negócios nas bolsas de valores suíças podem cair 70% a 80% se a União Europeia se recusar a reconhecer as regras cambiais suíças como equivalentes às normas da UE, levando o governo suíço a elaborar planos de contingência que possam proibir a negociação de ações suíças em ações da UE.

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, pediu na semana passada que Berna encerre as negociações rapidamente, sublinhando que “o tempo é curto à medida que a atenção se volta para a fase de crise das negociações do Brexit”.

A falta de um acordo significaria nenhum aumento no acesso da Suíça ao mercado único e poderia colocar em risco o acesso irrestrito ao mercado da UE para fabricantes suíços de produtos como aparelhos médicos.

Ler mais
Recomendadas

Os cinco problemas da economia angolana aos olhos do FMI

O Fundo Monetário Internacional aprovou a segunda tranche de financiamento para Angola no valor de 248,15 milhões de dólares, mas identificou cinco desafios que as autoridades angolanas devem fazer de tudo para ultrapassar, entre os quais a diversificação económica.

Governo estima atribuir 156 mil novas pensões este ano

Os dados foram avançados por Mário Centeno na Comissão do Trabalho e da Segurança Social, em resposta a críticas dos deputados sobre atrasos na atribuição de pensões.

“Sem fundo de garantia de depósitos comum, união bancária é insuficiente”, afirma economista-chefe do FMI

Gita Ginopath, economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, disse que o “próximo passo” para o reforço da união bancária passa pela construção do fundo de garantia de depósitos comum, elemento fundamental para o futuro da União Económica e Monetária. E, para a união dos mercados de capitais, defendeu a construção de “instituição central para instituições não financeiras”.
Comentários