Vacina chinesa Sinovac Biotech “bem-sucedida em testes intermédios”

Zhu Fengcai, um dos autores do estudo, garantiu que a vacina é “adequada para uso de emergência”. A Sinovac  Biotech frisou que a vacina produz uma resposta imunológica rápida, tendo em conta os resultados de testes realizados a 744 pessoas.

Uma vacina contra a Covid-19 desenvolvida na China pela Sinovac  Biotech, Coronavac demonstrou sucesso nos testes intermédios, segundo os cientistas envolvidos no seu desenvolvimento citados pela “BBC” esta quarta-feira, 18 de novembro.

Existem várias vacinas a ser desenvolvidas na China, que se encontram em diferentes fases dos estudos. Segundo os cientistas da Sinovac Biotech, a vacina que estão a desenvolver teve uma resposta imunológica rápida nos testes realizados a 744 pessoas. Apesar do sucesso revelado, o estudo conduzido em abril e maio deste ano não obteve uma percentagem da taxa de sucesso da vacina.

Zhu Fengcai, um dos autores do estudo, disse que os resultados – partiram da participação de 144 pessoas no estudo de fase 1 e 600 no estudo de fase 2 – significam que a vacina é “adequada para uso de emergência”. Até ao momento não foi publicada informação sobre a terceira fase dos estudos, que ainda está a decorrer.

Uma vacina que não ficou pela China, sendo que está a ser testada no Brasil. Os testes da vacina da Sinovac Biotech no Brasil foram brevemente interrompidos na semana passada, mas retomados depois de se confirmar que a morte de um voluntário não tinha nenhuma ligação à vacina.

O anúncio sucede as notícias sobre a eficácia de outras vacinas. Na semana passada, a 9 de novembro, a farmacêutica Pfizer revelou que dados preliminares da vacina contra a Covid-19 indicam que pode ser eficaz em 90%. Dias depois, a 11 de novembro a Rússia garantiu que a sua vacina contra a Covid-19, a Sputnik V tem uma eficácia de 92%. 

Tal como na semana passada, o início da semana ficou marcado pela notícia de que a vacina da Moderna tem eficácia de 95%. Na segunda-feira, 16 de novembro, a empresa também apontou que as primeiras 20 milhões de doses serão distribuídas nos Estados Unidos ainda este ano.

Agora resta saber qual das vacinas será produzida em grande escala para o uso das populações mundiais. A aprovação e a produção em massa são os próximos obstáculos e os especialistas avisam que não vão existir programas de vacinação generalizados antes do próximo ano.

 

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