“Vai uma boleia?”. Via Verde inicia hoje plataforma de partilha de viagens

Vasco de Mello antecipa que o novo serviço Via Verde Boleias irá ter a adesão de largas dezenas de milhares de utentes nos próximos anos.

A Brisa, através da sua participada Via Verde, vai apostar numa nova fileira de negócios associada à mobilidade partilhada e inicia hoje o projeto Via Verde Boleias.

A plataforma de ‘ridesharing’ Via Verde Boleias, que foi apresentada em Lisboa pelo presidente da empresa, Vasco de Mello, é o primeiro projeto neste novo segmento de atividades, apurou o Jornal Económico, devendo seguir-se novos projetos nesta área num futuro próximo.

“Este é um primeiro passo que damos nesta área da mobilidade partilhada. Estamos ainda a preparar novos projetos, estamos a trabalhar num conjunto de novas operações de que ainda não podemos dar pormenores, mas que serão conhecidos nos próximos meses”, garantiu Vasco de Mello, em declarações ao Jornal Económico, destacando que “esta é uma operação de pequena dimensão à escala da Brisa, mas com forte significado estratégico, porque é o primeiro serviço da empresa na área da mobilidade partilhada e é o primeiro serviço aberto a não automobilistas”.

“Pensamos que a escala deste projeto em termos do que vai gerar em receitas será reduzida, mas prevejo que vai servir um número de pessoas muito significativo, partindo do pressuposto que deverá haver uma grande adesão da nossa base de clientes”, confidenciou, acrescentando: É um serviço que vai de encontro às necessidades das pessoas e, por isso, é de estimar que  tenhamos largas dezenas de milhares de utilizadores nos próximos anos”.

Além dos jovens, mais entusiastas, desta iniciativa, a Brisa pretende chegar a todos os escalões etários a partir dos 18 anos, não sendo necessário deter identificador Via Verde para o efeito.

Além de universidades, a Brisa pretende captar clientes junto das empresas e em eventos especiais, como os festivais musicais de Verão.

Em Portugal, já existem operadores nacionais e internacionais e uma base alargada de grupos aderentes a este sistema de partilha de viagens automóveis nas redes sociais.

“O Via Verde Boleias tem a ambição de se estabelecer como a plataforma de referência para os portugueses. A título indicativo, uma deslocação de ‘ridesharing’ representa cinco cêntimos por quilómetro – uma viagem Lisboa-Porto, por exemplo, pode ficar em 16 euros.

Durante a fase de lançamento do Via Verde Boleias, existem vantagens adicionais: os condutores terão direito a um vale de cinco euros de combustível Galp (uma das associadas desta iniciativa) na primeira viagem, enquanto os passageiros estarão isentos de comissões durante o verão, ou seja, até ao final de setembro.

A inscrição para passageiros e condutores que pretendam aderir a esta plataforma da Via Verde deve ser feita através do ‘site’ boleias.viaverde.pt ou descarregando a ‘app’ Via Verde Boleias.

Segundo Luís d’Eça Pinheiro, diretor de ‘marketing’ da Brisa, este novo serviço tem ainda a vantagem de contribuir para o aumento da segurança rodoviária e de reduzir a pegada ecológica, contribuindo para a sustentabilidade ambiental.

O ‘ridesharing’ ou ‘carpooling’ é uma solução baseada em plataformas digitais que ligam a procura e a oferta de boleias, e que organizam e tornam mais simples e segura a partilha de viagens de automóvel. Na União Europeia, existem várias plataformas com mais de 40 milhões de utilizadores”,  sublinha o comunicado da Brisa.

[Artigo atualizado a 29 de junho]

 

 

 

Ler mais
Recomendadas

Binter lança promoção para passageiros entre Lisboa e as ilhas Canárias

Os bilhetes podem ser comprados até 30 de setembro, para viajar entre 1 de novembro e 15 de dezembro.

Diogo Lacerda Machado: “TAP vai voltar à casa da partida”

“Parece que fomos devolvidos a 1945 e que a seguir, pelo menos durante alguns anos, só vai voltar a haver serviço público de transporte aéreo”, prevê o administrador não executivo da companhia aérea nacional.

Porto de Aveiro faz parceria com Efacec para entrar na geração 5G

O protocolo surge na decorrência do desenvolvimento, pela Efacec, de um sistema de controlo de passagem de nível, que foi objeto de uma candidatura aos programas europeus de apoio ao desenvolvimento tecnológico, e deverá estar operacional em março de 2022.
Comentários