Venezuela quer criar bloco comercial anti-dólar com China, Rússia e Índia

O presidente Nicolás Maduro está a procurar alternativas para receber os pagamentos das vendas de petróleo depois das sanções impostas pelos Estados Unidos para restringir as exportações de petróleo bruto da OPEP para o território norte-americano.

AFP/Getty Images | Nicolas Maduro

A Venezuela está a tentar criar um bloco comercial formado pela China, Índia e Rússia, para estes ajudarem o país sul-americano a receber os pagamentos do petróleo vendido a outros países em outras moedas que não o dólar. A medida é avançada esta terça-feira pela agência “Reuters”, com base nas declarações do ministro do petróleo venezuelano, Manuel Quevedu.

O país tem vindo a procurar formas de pagamento alternativas para manter o abastecimento de petróleo para a Índia, um mercado de exportação fundamental, em especial depois das sanções impostas pelos Estados Unidos para limitar as exportações de petróleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) para o território norte-americano.

“Todos nós podemos construir uma economia e essa economia não precisa necessariamente de estar dentro da economia do dólar”, afirmou Manuel Quevedu, referindo-se à China, Rússia e Índia.

O ministro, que na segunda-feira havia dito que “Caracas estava aberta para negociar com Nova Delhi”, recusou-se a revelar detalhes sobre como pretende fazer negócios com a Índia. “Certamente não vamos informar (sobre como pretendemos fazer os negócios) aqueles que querem destruir a nossa indústria de petróleo”, referiu Manuel Quevedu.

Recomendadas

Trump promete não construir torre se comprar a Gronelândia

“Prometo não fazer isto na Gronelândia”, afirma Trump no Twitter. A publicação do presidente sobre a compra da ilha dinamarquesa pode querer significar que Donald Trump quer avançar com a oferta irrealista. O Governo de Copenhaga já deixou bem claro que a Gronelândia não está à venda e que a ideia é “absurda”.

EUA dizem que estão “no ponto de viragem de uma relação muito diferente” com Angola

O secretário adjunto dos Estados Unidos para as relações com África, Matthew Harrington, disse na segunda-feira em Washington que Angola e EUA estão “no ponto de viragem de uma relação muito diferente do passado”.

Hong Kong: Twitter bane propaganda de media controlados pelo Estado chinês

A rede social Twitter informou hoje que não aceitará mais “propaganda de órgãos de imprensa controlados pelo Estado”, condenando comportamentos “manipuladores”, depois de anunciar que suspendeu quase mil contas associadas ao regime chinês.
Comentários