Vício de videojogos passa a ser considerado doença mental

Com a publicação do manual da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, a dependência dos videojogos será classificada como um distúrbio psiquiátrico.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) vai incluir o vício dos videojogos na sua lista internacional de doenças como distúrbio psiquiátrico, informa o “Diário de Notícias” (DN) desta quarta-feira. Os médicos aplaudem a medida e dizem que vai facilitar o diagnóstico e o tratamento.

A partir de 2018, com a publicação da nova edição do manual da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde, a dependência dos videojogos será classificada como um distúrbio psiquiátrico, deixando de ser considerada um vício.

Segundo Pedro Hubert, psicólogo especialista na adição em videojogos, citado pelo DN, a medida da OMS representa “a confirmação de que esta é uma questão de saúde ‘mental’, que é grave. É muito importante haver o reconhecimento de que não é um problema simples de alguns adolescentes. Há uma minoria que tem problemas muito graves e que têm que ser diagnosticados”.

Geralmente, quem está “viciado” em videojogos isola-se da família e dos amigos, tem problemas de sono e com a alimentação e o rendimento escolar tende a piorar. De acordo com o DN, em 2017 registaram-se 48 mil jogadores patológicos e 96 mil jogadores abusivo em Portugal. Muitos são jogadores a dinheiro, mas também há pesoas dependentes de videojogos. No final de 2016, 135 pessoas estavam a ser tratadas no Serviço Nacional de Saúde por vício do jogo a dinheiro.

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