Wall Street abre animada em dia de resultados da banca e com o Nasdaq a disparar

O Citigroup foi o que mais surpreendeu. As ações em Wall Street estão animadas. Para além da banca também o Netflix ajudou o mercado. O índice Nasdaq é o que mais sobe.

No dia em que arranca a época oficial de apresentação de contas nos EUA, com a banca em destaque (JPMorgan, Wells Fargo e Citigroup), os principais índices da NYSE abrem em alta.

O Dow Jones valoriza 1,47% para os 25.421,76 pontos; o Nasdaq dispara 2,26% para 7.494,9 pontos e o S&P 500 valoriza 1,46% para 2.768,10 pontos.

“As praças nova-iorquinas regressam aos ganhos, com o setor tecnológico na linha da frente em ternos de recuperação”, diz o analista do BCP Ramiro Loureiro. “A Netflix é um dos rostos da subida, no dia em que uma casa de investimento referiu que o sell-off trouxe uma oportunidade de compra. De resto temos o mercado a digerir os resultados da Banca norte-americana no kick-off da earnings season do 3ºtrimestre. O Citigroup (+1,39%) foi o que mais surpreendeu, ao mostrar um aumento das receitas no trading de produtos de renda-fixa”, refere o mesmo analista .

O Citigroup já apresentou as suas conta e teve um resultado líquido trimestral a crescer 12% para 4,62 mil milhões de dólares, ou 1,73 dólares por ação, superando os 1,68 dólares por ação antecipados pelo mercado. A menor taxa de imposto implementada por Trump beneficiou os resultados do banco. Outro banco cotado, menos badalado, o PNC Financial, teve resultados de 2,82 dólares por ação no 3º trimestre que ultrapassaram largamente os 2,72 dólares por ação estimados, mas as ações caem 4,57%.

O JP Morgan superou estimativas, com a margem financeira a acelerar. O resultado por ação foi de 2,34 dólares versus 2,25 dólares esperados e o resultado líquido foi de 8,4 mil milhões de dólares (+24%). As ações sobem 0,19%.

Por fim o Wells Fargo reportou um crescimento inesperado do produto bancário no 3º trimestre para os 21,94 mil milhões de dólares (+0,4%). Mas o resultado por ação ajustado desiludiu face ao esperado (1,13 dólares versus 1,16 dólares), as ações caem 0,43%.

“De forma global temos o aliviar de tensões comerciais a dar relativo alento, depois de Trump ter agendado nova reunião com o homólogo chinês”, salienta o BCP.

Donald Trump prepara uma equipa para se reunir com o Xi Jinping. As duas nações estão a trabalhar num encontro entre os dois líderes na reunião do G20 na Argentina.  Isto depois do Departamento do Tesouro dos EUA ter concluído que a China não está a manipular a sua moeda.

O BCP destaca a evolução da Balança Comercial chinesa puxada pelo bom desempenho das exportações. O excedente comercial de 31,69 mil milhões de dólares em setembro foi superior aos 19,20 mil milhões de dólares antecipados pelos analistas e compra a com os 26,65 mil milhões de dólares registados em agosto. Aumento homólogo de 14,5% nas Exportações (estimava-se 8,2%) foi o motor, um crescimento acima das Importações (subiram 14,3% versus 15,3% estimados pelos analistas)

Trump mostrou também, uma vez mais, o seu desagrado quanto à política da FED de aumento das taxas de juro e depois de dizer que são políticas ‘malucas’, volta a atacar com o termo ‘ridículas’.

Os analistas do Bankinter defendem que as bolsas deverão recuperar um pouco até dezembro.
“Tendo em conta que a Fed deverá adotar uma postura menos proativa à medida que nos aproximamos das eleições mid-term de novembro e que o contexto macroeconómico na Europa deverá melhorar, o lógico seria que o euro-dólar oscilasse, a curto prazo, dentro do intervalo 1,14/1,20, talvez aproximando-se do limite superior (1,20)”, diz o Bankinter.

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