Wall Street beneficia do retrocesso na guerra comercial

A Adobe Systems, que desenvolveu o Phtoshop, sobe 2% após anunciar resultados acima do esperado e de vir a público que negoceia a compra da empresa de software Marketo.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque abriu a sessão desta sexta-feira, dia 14 de setembro, em terreno positivo. As tecnológicas alavancam a praça nova-iorquina, num dia em que os investidores nos mercados financeiros norte-americanos continuam animados perante a retoma das negociações comerciais entre os Estados Unidos da América e a China.

“Wall Street arranca em alta, num dia com pouco flow empresarial. De notar a recuperação dos títulos da Micron e a valorização da Nvidia, ambos impulsionados por notas positivas”, destaca Ramiro Loureiro, Mtrader do Millennium bcp. Já Aitor Mendez, analista da IG, refere que “os investidores renovaram o seu compromisso com a Apple, após a apresentação de três novos modelos do icónico iPhone”. “Este melhor desempenho da grande tecnologia permitiu assistir a aumentos em Nasdaq, no Dow Jones e no S&P 500”

Entre os principais índices bolsistas norte-americanos, o industrial Dow Jones soma 0,14%, para os 26.183,08 pontos, e acompanhando estes números em alta, o alargado S&P 500 avança 0,06%, para os 2.905,98 pontos. Na mesma linha, o tecnológico Nasdaq sobe 0,10%, para os 2.905,98 pontos. Também o Russell 2000 valoriza, com uma subida ligeira de 0,04%, para os 1.714,93 pontos.

A nível empresarial, a Adobe Systems Incorporated sobe 2,66%, para 275,68 dólares, na sequência de a agência Reuters estar a negociar a compra da empresa de software Marketo. Já ontem a dona do Photoshop apresentou resultados do terceiro trimestre fiscal acima do esperado (0,67 mil milhões de dólares – i.e. 1,34 dólares por ação).

No setor petrolífero, a cotação do barril de Brent sobe ligeiramente 0,o1% para 78,19 euros, enquanto a cotação do crude WTI cresce 0,12%, para 68,67 dólares por barril. Quanto ao mercado cambial, o euro desvaloriza 0,26% face à moeda norte-americana, para 1,1660 dólares, e a libra deprecia 0,19% perante a divisa dos Estados Unidos, para 1,3083 dólares.

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