Wall Street fecha em alta. Investidores apostam nos resultados e ignoram Síria

A Amazon revelou que está a planear a venda de medicamentos, uma notícia que foi bem recebida pelos investidores e impulsionou não só as ações da empresa, mas também a do setor da saúde.

REUTERS/Brendan McDermid

As principais bolsas norte-americanas fecharam esta segunda-feira em alta, impulsionadas pelos setores da tecnologia e saúde. Os investidores focaram-se na época de resultados e nos dados macroeconómicos, tendo passado ao lado das preocupações em relação aos bombardeamentos na Síria, levados a cabo na madrugada de sábado pelos EUA, França e Reino Unido.

Em Wall Street, o índice industrial avançou 0,87% para 24.573,04 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 ganhou 0,81% para 2.677,84 pontos e o tecnológico Nasdaq subiu 0,7% para 7.156,29 pontos.

A Amazon revelou que está a planear a venda de medicamentos, uma notícia que foi bem recebida pelos investidores. As ações da empresa subiram 0,75% para 1.441,50 dólares, enquanto o índice S&P Health Care Services Select Industry ganhou 1,56% e o Dow Jones U.S. Health Care valorizou 0,75%. O mercado continua focado nas empresas, mais que na política.

“Os resultados serão muito bons, provavelmente entre 15% e 20% na comparação homóloga. Estimamos que isso valorize as ações ao longo dos próximos dois meses”, disse Phil Orlando, estrategista-chefe de mercado de ações da Federated Investors, em declarações à agência Bloomberg. “Não estamos à espera de grande impacto dos atentados na Síria nos ganhos ou na economia”.

A ajudar ao sentimento positivo desta segunda-feira estiveram também os dados do retalho. As vendas do retalho dos EUA recuperaram em março após três retrações mensais seguidas, com as habitações e os automóveis a destacarem-se e a sugerir que o consumo caminha para o segundo trimestre com algum ímpeto.

As yields das Treasuries a 10 anos acabaram por fechar nos 2,83%, depois de terem disparado para 2,86%. No mercado cambial, a divisa norte-americana depreciou-se 0,4% contra a moeda única, para 1,23 dólares, no dia em que Donald Trump acusou a China e a Rússia de manipularem a moeda.