Wall Street fecha em queda acentuada com taxa de desemprego nos 3,7%

A NYSE fecha com a maior queda desde março. Os novos dados económicos desiludiram os investidores. O petróleo sobe com o acordo da OPEP.

Reuters

A bolsa de Nova Iorque fechou hoje com quedas superiores a 2% e uma volatilidade acentuada, depois de ser conhecido que a taxa de desemprego nos Estados Unidos manteve-se em 3,7% em novembro, pelo terceiro mês consecutivo, com uma criação de emprego mais fraca do que o previsto, indicou hoje o Departamento do Trabalho.

O Dow Jones fechou a cair 2,11% para 24.421,4 pontos; o S&P 500 perdeu 2,08% para 2.639,9 pontos e o Nasdaq tombou 2,92% para fechar nos 6.978,6 pontos.

No mês passado, foram criados 155 mil postos de trabalho, quando em outubro tinham surgido 237 mil (uma revisão em baixa). Os dados relativos a novembro ficaram abaixo do esperado, já que os analistas tinham previsto a criação de 185 mil empregos.

Os salários registaram um aumento de 0,2% em relação a outubro e no período de um ano o crescimento salarial foi de 3,1%, um ritmo bastante superior ao da inflação.

Hoje a Apple caiu 3,57% depois que o Morgan Stanley se juntou ao resto dos analistas que cortaram o price-target das ações nas últimas semanas. No caso do banco dos EUA, reduziu seu preço alvo de 253 dólares para 236 dólares, devido ao fato de prever uma debilidade mais pronunciada nas vendas de iPhones na China.

Os titulos que mais caíram no Dow Jones destacam-se os da Intel (-4,40%), da Cisco Systems (-4,03%), da Microsoft (-4%) e da DowDuPont (-3,86%).

No Nasdaq, a Nvidia deslizou 6,75%, seguida pela Netflix (-6,27%), Amazon (-4,12%) e Alphabet (-2,92%).

Também se destaca a aquisição de 45% do grupo canadense Cronos, produtor de cannabis, pelo gigante do tabaco Altria, dona da Philip Morris, por 1.600 milhões de dólares.

O petróleo subiu com o acordo OPEP. Os futuros do petróleo bruto WTI sobem 1,88% para 52,46 dólares. O Brent valorizou 2,51% para 61,57 dólares.

A OPEP e os países aliados, liderados pela Rússia, chegaram a um acordo esta sexta-feira para reduzir a produção de petróleo em 1,2 milhões de barril por dia, a partir de janeiro do próximo ano.

Apesar da pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, para reduzir o preço do petróleo, a OPEP irá diminuir a produção em 800 mil barris por dia, enquanto o conjunto de países conhecidos como OPEP+ concordou em cortar a produção em 400 mil barris de cortes.

“A Conferência decidiu ajustar a produção global da OPEP em 0,8 mil barris/dia em relação aos níveis de outubro de 2018, com entrada em vigor a partir de janeiro de 2019, por um período inicial de seis meses, com uma revisão em abril de 2019”, anunciou a OPEP, em comunicado divulgado após a conclusão da reunião de dois dias e cujo planeamento estratégico do próximo ano estava na agenda.

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