Wall Street fecha mista com tarifas sobre exportações chinesas

Quando parecia que as tensões comerciais entre a China e os EUA tinham acalmado a Bloomberg relatou que Trump vai seguir em frente com as novas tarifas sobre as exportações chinesas.

A Bolsa de Wall Street fechou sexta-feira mista e com pouco movimento (Dow Jones: +0,03% para 26.154,7 pontos, S&P 500: +0,03% para 2.905 pontos; Nasdaq: -0.05% para 8.010 pontos) depois de o presidente Trump ter insistido na sua intenção de impor tarifas sobre exportações chinesas avaliadas em 200 mil milhões de dólares.

Quando parecia que as tensões comerciais entre a China e os EUA tinham acalmado a Bloomberg relatou que Trump vai seguir em frente com as novas tarifas sobre as exportações chinesas, apesar das tentativas de seu secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, por voltar a entrar em negociações com Pequim.

No Dow Jones, os títulos mais animados desta sexta-feira foram a United Technologies (+1,7%), a Boeing (+2,4%) e a Chevron (+0,9%). Por outro lado, lideraram as vendas da Disney (-1,3%), da Apple (-1,1%) e do McDonald’s (-1%).

Recorde-se que as principais novidades lançadas pela Apple foram três telemóveis e um relógio. Após o lançamento dos novos iPhones a casa de investimento Goldman Sachs reiterou a recomendação de neutral, mas referiu que os preços dos novos aparelhos são inferiores ao esperado.

No mercado de commodities, o petróleo recuperou algum terreno depois de cair drasticamente na quinta-feira,assim que se soube que as reservas mundiais de petróleo atingiram picos em agosto do ano passado. O barril do West Texas, referência nos EUA, subiu 0,54% para 68,96 dólares.

O Brent em Londres cai 0,09% para 78,11 dólares.

No mercado de moedas, o euro desvaloriza 0,56% frente ao dólar, para 1,1625.

Em termos macroeconómicos era esperado que o índice medido pela Universidade de Michigan apontasse para uma melhoria da confiança dos consumidores norte-americanos em setembro. O que aconteceu. A confiança dos consumidores norte-americanos regista uma melhoria surpreendente. o índice medido pela U.Michigan passou de 96,2 para 100,8 em setembro, quando os analistas estimavam 96,6. “Trata-se de um indicador com impacto económico e por conseguinte nos mercados acionistas”, diz o analista do BCP.

Recorde-se que as vendas a Retalho nos EUA abrandaram o crescimento. Destaque para o aumento homólogo de 5,9% nas vendas a retalho excluindo as componentes mais voláteis de Auto e Energia em agosto foi mais fraco que o verificado em julho (6,1%). “Em termos sequenciais a subida foi de 0,2%, o que não é comparável com os 0,5% estimados dado que a base do mês de julho foi revista em alta”, diz o Millennium BCP Investment Banking.

Por sua vez a produção industrial norte-americana acelerou em agosto, com um aumento homólogo de 4,9% que foi o mais forte desde 2010. Em termos sequenciais ocorreu uma subida de 0,4%, superior aos 0,3% estimados.

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