Wall Street fecha sem rumo depois dos fortes ganhos pós-eleitorais

Sem surpresa, a Fed manteve a taxa de juro de referência no seu nível atual, situado no intervalo entre 2,0% e 2,25%, mas aludiu à possibilidade de “outras subidas graduais”, a primeira das quais é esperada pelos investidores para o próximo mês.

Traders work on the floor of the New York Stock Exchange (NYSE) shortly after the opening bell in New York, U.S., January 3, 2017. REUTERS/Lucas Jackson

A bolsa nova-iorquina encerrou hoje sem rumo, abandonando parte dos avultados ganhos conseguidos na véspera, depois das eleições intercalares nos EUA, com pouca reação à manutenção das taxas de juro decididas pelo banco central.

Os resultados definitivos da sessão indicam que o seletivo Dow Jones Industrial Average valorizou 0,04%, para os 26.191,22 pontos.

Ao contrário, o tecnológico Nasdaq perdeu 0,53%, para as 7.530,88 unidades, à semelhança do alargado S&P500, que recuou 0,25%, para as 2.806,83.

“Os investidores deram um passo atrás, depois da forte alta que se seguiu às eleições intercalares”, comentou Ken Berman, da Gorilla Trades.

Na quarta-feira, o Dow Jones fechou a ganhar 2,13%, o Nasdaq a subir 2,64% e o alargado S&P500 a valorizar 2,12%.

Livrados das incertezas que envolvem, por norma, as eleições intercalares (assim designadas porque são realizadas a meio do mandato presidencial), os três mais emblemáticos índices bolsistas dos Estados Unidos da América tinham tido, na quarta-feira, uma subida considerada exagerada por numerosos operadores do mercado.

O resultado eleitoral, que se traduziu na recuperação do controlo da Câmara dos Representantes pelos democratas e na manutenção do controlo do Senado pelos republicanos, foi o que a maioria dos investidores antecipava.

Com poucos elementos informativos a ponderar, fora o ligeiro recuo dos pedidos de subsídio de desemprego, os investidores esperaram com tranquilidade o comunicado final do banco central dos EUA, a Reserva Federal (Fed), cujo comité de política monetária concluiu hoje uma reunião de dois dias.

Os índices bolsistas aceleraram a sua descida poucos minutos depois da divulgação desta decisão, antes de limitarem as perdas.

“Alguns esperavam um comunicado talvez mais prudente por parte da Fed sobre as taxas”, afirmou Art Hogan, da B. Riley FBF.

Mas, segundo este operador, “nada de surpreendente saiu desta reunião”.

Ler mais
Recomendadas

Contenção nos mercados, com olhos no ‘Brexit’ e nos EUA, pedem analistas

Especialistas consideram que 2019 será um ano melhor que 2018, mas é preciso cautela porque um ‘hard Brexit’ pode agitar os mercados e ter consequências que podem assemelhar-se às da falência do Lehman Brothers em 2008.

“O BCE não vai ter condições para subir taxas de juro em 2019”

A inversão do ciclo nos mercados ainda não chegou, mas está a caminho, refere o analista. No cenário mais pessimista é até mais provável que o BCEreinicie o programa de compras que aumentar taxas.

Wall Street encerra em alta com China a poder aumentar importações americanas no valor de 1 trilião de dólares

A China poderá aumentar as importações de produtos norte-americanos que, no total, valem mais de 1 bilião de dólares, o que reduziria o déficit comercial que os EUA têm no comércio com os chineses.
Comentários