Wall Street treme mas fecha no ‘verde’ ajudada pela evolução das negociações com a China

A evolução das negociações com a China e as atas da Fed marcaram o dia. Wall Street fechou a subir, mas a estrela da sessão é o petróleo.

Os três principais índices da bolsa de Nova Iorque fecharam no ‘verde’, mas os ganhos foram menores do que os verificados na véspera. O S&P 500 subiu 0,40%, para 2.584,58 pontos; o tecnológico Nasdaq valorizou 0,75%, para 6.600,69 pontos; e o industrial Dow Jones ganhou 0,32%, para 23.862,44 pontos.

Dentro do Dow Jones, a Apple foi a empresa mais animada, com uma recuperação de 1,70%, à frente da Microsoft (1,43%) e da Chevron (1,35%). Do lado das perdas, a ação que mais se destacou foi a Coca-Cola (-1,93%), seguida pela Procter & Gamble (-1,62%) e Verizon (-1,35%).

A bolsa foi animada pelos sinais de entendimento nas negociações entre os EUA e a China ao nível das tarifas comerciais.

As conversações que começaram na segunda-feira em Pequim para tentar resolver o diferendo entre a China e os Estados Unidos prosseguiram hoje para uma derradeira etapa que não constava do programa inicial, o que foi interpretado pelos mercados como um sinal de empenho das duas partes.

Após três dias de reuniões entre os EUA e a China começam a surgir alguns sinais de entendimento para “enterrar o machado” da guerra comercial e isso anima e isso anima os investidores.

Num comunicado curto os negociadores norte-americanos já revelaram que a China se comprometeu a comprar “uma quantidade substancial” de produtos norte-americanos do ramo agrícola e energético. Adicionalmente, o Presidente da Reserva Federal da Atlanta admitiu que Fed pode cortar juros e isso “trouxe novo impulso aos mercados de ações”, refere o analista da MTrader, Ramiro Loureiro.

Segundo as atas da Fed divulgadas esta quarta-feira, alguns participantes na reunião de dezembro do comité de política monetária da Reserva Federal (Fed) defenderam a necessidade de uma “pausa” na subida das taxas diretoras. Apesar dessa opinião, o comité decidiu, por unanimidade, a subida em 25 pontos da taxa diretora, que fechou o ano num intervalo entre 2,25% e 2,5%. E os participantes projetaram duas subidas em 2019.

A trajetória de descida da inflação de 2,9% em julho para 2,2% em novembro, permite “alguma latitude para se esperar para ver” em 2019 argumentaram esses membros do comité.

O preço do barril de petróleo WTI para entrega em março  subiu 4,96% à hora de fecho da bolsa para 52,25 dólares, e o Brent para entrega em março ganhou hoje 4,55%, face à sessão anterior, para 61,39 dólares.

 

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