A Zoom, conhecida pela sua aplicação de videochamadas, continua a ser acusada de falhas de privacidade. Há semanas que os utilizadores se queixavam que alegadas irregularidades no software permitiam a partilha de informação com o Facebook ou “zoombombing” (quando estranhos entram nas chamadas de vídeo).
O empresário Elon Musk, com receios de que essa vulnerabilidades da aplicação a hackers, chegou-se à frente e travou a utilização da Zoom por parte dos seus trabalhadores. Mais tarde, o CEO da Zoom, Eric Yuan, pediu desculpas aos clientes e admitiu que a empresa tinha ficado aquém das expectativas de cibersegurança e estava a implementar medidas para corrigir os problemas.
O “sorry” pode ter sido suficiente para alguns dos milhões de clientes, mas não foi para todos os que detêm participações na empresa. Um dos acionistas, Michael Drieu, decidiu processar a Zoom por esconder essas falhas na sua app de videoconferências, apresentando uma queixa formal num tribunal federal de São Francisco.
Michael Drieu considera que as falhas de privacidade tiveram um efeito reputacional negativo na empresa e prejudicaram as ações em Wall Street. Aliás, os títulos da Zoom desvalorizaram quase um terço desde que atingiram recordes no final de março na bolsa de Nova Iorque. Hoje, o processo judicial animou os investidores: as ações disparam 7%, para 121,60 dólares no índice tecnológico Nasdaq.
A Zoom Video Communications, cujos utilizadores ativos diários dispararam de 10 milhões para mais de 200 milhões em apenas três meses, reportou recentemente receitas de 622,7 milhões de dólares no ano fiscal de 2020, o que corresponde a um aumento de 88% em relação ao ano anterior.

