Zuckerberg vai ao Congresso norte-americano e já tem tática definida

Presidente do Facebook já está em Washington e esteve reunido com alguns dos congressistas numa primeira abordagem sobre os trabalhos que vão decorrer na quarta-feira.

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Mark Zuckerberg é ouvido esta quarta-feira no Congresso norte-americano sobre o escândalo da Cambridge Analytica, no qual o Facebook admitiu que esta empresa poderá ter recolhido os dados de pelo menos 87 milhões de pessoas.

O presidente do Facebook já está em Washington e esteve reunido com alguns dos congressistas numa primeira abordagem sobre os trabalhos que vão decorrer na quarta-feira. A estratégia de Mark Zuckerberg tem como lema “move-te depressa e parte coisas”, resume-se na prática ao lançamento de produtos da empresa, as pessoas reclamam e de pronto é decidido se existe algo a mudar quando a expetativa fica suficientemente elevada.

Esta estratégia do criador do Facebook vai levar os membros do Congresso a colocar várias questões a Marc Zuckerberg, desde os dados utilizados pela Cambridge Analytica, ao uso da rede social por parte da Rússia para criar discussão e desinformação durante as eleições presidenciais americanas de 2016. Algumas delas podem ser as seguintes:

“Tem alguma objeção por algumas pessoas optarem por partilhar os seus dados? Se sim, qual?”

“Que medidas vai o Facebook tomar para reduzir a sua dependência dos dados de utilizadores como fonte de receitas?”

“Arrepende-se de ter dito logo após as eleições presidenciais americanas que “era uma ideia louca” que as informações do Facebook, pudessem ter influenciado a eleição presidencial?”

“O que está a pensar fazer sobre a interferência da Rússia?”; “Já investigou se os anúncios russos tiveram influência nos eleitores nas eleições de 2016? Se não, porque não?”

“Uma pesquisa recente do Instituto Tecnológico do Massachusetts revela que as notícias falsas circulam mais depressa que as verdadeiras. De que forma deve o Facebook agir para que essas notícias não circulem dessa forma?”

“Em relação às notícias e às campanhas políticas, porque deve o Facebook receber uma isenção regulamentar, quando os media comuns não a têm?”; “A questão levantada pelo CEO da Sales Force, Marc Benioff: A natureza viciante do Facebook é socialmente prejudicial e como tal deveria ser regulamentada como os cigarros?”

“Qual destas opções constitui na sua opinião a maior prova na quebra de confiança: permitir que os desenvolvedores acedam aos dados dos utilizadores sem o seu consentimento espalhando notícias que você sabe serem falsas, aceitar publicidade que sabe ser fraudulenta, ou não permitir que esses anúncios sejam verificados na forma como são reproduzidos? Por favor, classifique-os”.

“Pode descrever o processo pelo qual algumas histórias são trazidas para chamar a atenção dos utilizadores e outras não? Pode descrevê-lo sem usar a palavra “algoritmo”?”

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