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Alemanha: ameaça das tarifas não revitaliza encomendas à indústria

As encomendas às fábricas alemãs não aumentaram em fevereiro, um dado que surpreendeu os analistas que esperavam que esse anúncio do presidente norte-americana pudesse servir de estímulo para a maior economia da zona euro.
4 Abril 2025, 08h56

A ameaça das tarifas decretas esta semana por Donald Trump, e que já se perspetivava que podia ser um rude golpe para a economia europeia, não beneficiou as encomendas à indústria alemã, de acordo com os dados revelados sobre o motor da UE.

Assim, as encomendas às fábricas alemãs não aumentaram em fevereiro, um dado que surpreendeu os analistas que esperavam que esse anúncio do presidente norte-americana pudesse servir de estímulo para a maior economia da zona euro.

Em fevereiro, a procura relativamente ao sector industrial da Alemanha manteve-se sem grandes alterações face ao mês anterior (5,5%), sendo que em janeiro a queda também não foi tão pronunciada como se perspectivava, revelou a autoridade estatística alemã esta sexta-feira.

“Decepcionantes”, é assim que os economistas do Commerzbank analisam os números de fevereiro do sector industrial alemão, tendo em conta em conta que as novas encomendas se mantêm num nível relativamente baixo.

“A recuperação dos índices de confiança, como aquele que diz respeito à confiança empresarial (revelado pelo Ifo), alimenta a esperança de uma subida nas encomendas nos próximos meses”, destaca o economista do Commerzbank, Jörg Kraemer,

“Isto deve-se principalmente aos cortes globais nas taxas de juro chave. Não obstante, o aumento massivo das tarifas norte-americanas vai atrasar a recuperação”, sentencia.

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