[weglot_switcher]

O neo-concreto brasileiro em Claudia Lima

Discípula do grande pintor Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, local de discussão do modernismo brasileiro, Claudia Lima construiu uma obra que atravessa o tempo, geografias e culturas. Para ver na 28ART Gallery, no Braço de Prata, em Lisboa, até 30 de outubro.
12 Outubro 2025, 19h11

Claudia Lima regressa espantosamente à sua origem, o movimento neo-concreto brasileiro, lido pelo seu olhar de hoje. Uma sucessão delicada, por vezes, explosiva de cores, que se multiplicam em matizes, que, por seu turno, se vão acentuando ou esbatendo noutras matizes. Retratam aos nossos olhos a passagem do tempo e os ciclos da vida e da natureza.

Olhar para o conjunto de texturas que temos à frente nas paredes brancas da galeria é como viajar de uma assentada pela Primavera, Verão, Outono e Inverno… Esse mesmo parece ser o propósito da artista ao escolher para esta mostra o nome de Quatro Estações.

A exposição, patente até 30 de outubro na 28ART Gallery, Prata Riverside Village, no Braço de Prata, em Lisboa, remete para todas as vivências, experimentações e deambulações da autora: pintura, escultura, instalação, vídeo e tapeçaria.

Claudia Lima, brasileira de nascimento e formação artística e intelectual, portuguesa por sua adoção, dinamarquesa e suíça pelo coração, foi aluna do grande pintor Ivan Serpa, no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, o que a enraíza na escola de design de Ulm, no sul da Alemanha.

Em Lisboa, onde partilha uma das suas residências, construiu uma obra que atravessa o tempo, geografias e culturas, refletindo a riqueza das suas origens e vivências e projetando o seu anseio de olhar para um mundo melhor.


Copyright © Jornal Económico. Todos os direitos reservados.