As memórias são aquilo que fazem de nós quem somos. Zeina Abirached nasceu numa cidade dividida por uma linha, onde cresciam ervas, lado a lado com minas prontas a explodir. Lembra-se do desespero que era fazer uma chamada. Longas horas de angústia até ouvir o som que indicava “haver linha”. Lembra-se que, para tomar duche, era preciso ir à fonte buscar água. Lembra-se de ter passado a noite na escola – uma escola jesuíta – por ser demasiado perigoso ir para casa. Os bombardeamentos sucediam-se enquanto as crianças, assustadas, comiam bombons dentro do saco-cama.
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