O nível de electrificação da economia, necessário para a redução acelerada da pegada de carbono, concomitante com a redução acelerada do consumo de combustíveis fósseis, não é possível sem um contributo maioritário e expressivo da energia nuclear.
Não é possível atingir este objectivo, inundando a terra e o mar de instalações eólicas e fotovoltaicas.
Como, aliás, se observa pela manutenção, praticamente aos mesmos níveis, ano após ano, do consumo mundial de combustíveis fósseis, apesar do aumento constante, de instalações eólicas e fotovoltaicas.
Os nossos ambientalistas, ignorantes assumidos em física, química e economia, sequestrados pelo poderoso lobby das energias renováveis, recusam-se a falar neste tema, pensando que, se não falarem, o problema resolve-se por si.
Ignoram, olimpicamente, o elefante no meio da sala.
E não manifestam, também, nenhuma preocupação sobre os níveis reais de reservas de metais raros, para um processo de electrificação, envolvendo a construção de baterias e painéis fotovoltaicos.
Para além dos custos ambientais destes projectos de grande extensão de terreno.
A suspensão dos processos de investigação sobre as centrais nucleares modulares, de pequena e média dimensão, em termos da sua eficiência energética, processos de arrefecimento e normas de segurança, constituiu, em minha opinião, o maior crime que a Europa e os Estados Unidos cometeram, no âmbito da política energética.
E iremos verificar, muito em breve, que a China está atenta aos seus constrangimentos energéticos e irá reagir em conformidade.
A minha convicção, pela análise que faço, no acompanhamento destes temas, é que o processo de substituição das centrais a carvão, na China, se processará pela adopção maciça de centrais nucleares modulares, distribuídas, geograficamente, por todo o território chinês.
A partir desse momento, a competitividade da economia chinesa será arrasadora.
A resposta dos Estados Unidos será, de acordo com a sua tradição empresarial, razoavelmente rápida, mas a da Europa, embrulhada no politicamente correcto, será lenta, contribuindo para o seu empobrecimento global.
Salvar-se-ão, os países que, ignorando os burocratas de Bruxelas, avancem, também, para programas nucleares semelhantes.
Infelizmente, nós não estaremos nesse grupo.



