O presidente Donald Trump deu a entender que se inclina a excluir a Exxon Mobil de sua iniciativa para que as grandes petrolíferas norte-americanas reconstruam a indústria petrolífera da Venezuela, afirmando que não gostou da resposta da empresa à sua proposta.
“Provavelmente eu me inclinaria a deixar a Exxon de fora”, declarou Trump aos jornalistas na noite de domingo, a bordo do avião presidencial. “Não gostei da resposta deles”.
Trump parecia referir-se a uma reunião realizada na sexta-feira na Casa Branca com quase 20 executivos da indústria petrolífera, na qual o diretor-presidente da Exxon, Darren Woods, expressou algumas das reservas mais fortes e descreveu a Venezuela como “inviável para investimento”.
Os comentários mais recentes do presidente também destacam as dificuldades de persuadir a indústria petrolífera dos Estados Unidos em comprometer-se com uma ambiciosa reconstrução do outrora poderoso setor energético da Venezuela, anunciada poucas horas após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
Segundo algumas estimativas, reativar a indústria petrolífera e reverter anos de investimento insuficiente e má gestão exigiria 100 mil milhões de dólares e levaria uma década. Apesar das medidas adotadas pelos Estados Unidos na semana passada para assumir o controle total das exportações petrolíferas venezuelanas, ainda permanecem muitas dúvidas sobre como garantir um investimento tão significativo no terreno por um período tão prolongado num país assolado pela corrupção e pela insegurança.
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