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Refinação da Galp afunda com paragem em Sines

Paragem da refinaria para manutenção também provocou um tombo de dois dígitos no fornecimento de produtos petrolíferos no último trimestre. Refinaria é a maior exportadora nacional,restando saber o impacto nas exportações totais do país na reta final do ano.
2 Fevereiro 2026, 17h02

A Galp viu a sua refinação afundar no quarto trimestre de 2025 com a manutenção programada na refinaria de Sines.

O processamento de matérias-primas afundou 56% no quarto trimestre tanto em termos anuais como em cadeia para 9,9 milhões de barris equivalentes de petróleo.

A produção há um ano e no trimestre anterior era de mais de 22 milhões de barris, revelou a petrolífera esta segunda-feira, divulgando os resultados operacionais dos três últimos meses de 2025.

A companhia anunciou em março uma paragem de dois meses na produção da refinaria com o objetivo de efetuar obras de manutenção.

A refinaria de Sines é responsável por abastecer 90% dos combustíveis do país. É também a maior empresa exportadora de Portugal, restando saber o impacto nas exportações totais do país na reta final do ano.

Já a produção de petróleo e gás da Galp subiu 2% no quarto trimestre de 2025 face a período homólogo para 113 mil barris diários.

Deste total, 87% corresponde à produção de petróleo, com o restante a ser gás natural.

Já o fornecimento de produtos petrolíferos afundou 21% para 3 milhões de toneladas face a período homólogo, com este segmento a incluir vendas para o retalho. Face ao trimestre anterior, tombou 26%.

Por seu turno, a margem de refinação subiu 32% em termos anuais para 6,9 dólares por barril, mas afundou 27% face ao trimestre anterior.

Já as vendas de produtos petrolíferos caíram 4% anualmente para 1,8 milhões de toneladas, mas recuaram 11% face ao trimestre anterior.

As vendas anuais de gás natural no retalho desceram 1%, com as vendas de eletricidade a subirem 2%.

Já a capacidade de energia renovável subiu 11% para 1,7 gigas. A produção de energia verde subiu 3% para 356 Gwh. O preço de venda recuou 30% em termos anuais para 50 euros/MWh, mas subiu 30% face ao trimestre anterior.

No quarto trimestre de 2025, o euro valorizou 9% face ao dólar, com os preços do barril de Brent a afundarem 15% para quase 64 dólares face a período homólogo. Já os preços do gás natural na Europa, afundaram 30% para 30 euros/MWh, com os preços ibéricos do gás a recuarem mais de 30%.

Os preços grossistas da eletricidade na Ibéria recuaram mais de 20% com os preços da energia solar a afundarem 40%.

A companhia apresenta os seus resultados financeiros de 2025 no dia 2 de março.


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