A IKEA fechou esta segunda-feira, oficialmente, sete das suas grandes lojas na China. Esta decisão faz parte de uma nova fase da empresa sueca para aquele país.
Como havia sido anunciado pela empresa no início de janeiro, as lojas encerradas estão nos subúrbios de Xangai e Guangzhou, e em cidades como Nantong, Xuzhou e Harbin, conforme comunicado publicado na sua conta oficial da rede social WeChat, noticiou na altura a “Agência Reuters”.
Após estes fechos, o fabricante sueco mantém na China 34 lojas físicas, duas lojas de comércio eletrónico e 41 pontos de encontro com clientes offline.
De acordo com o Finantial Times (FT) estes encerramentos fazem parte na da nova estratégia para uma mudança estratégica para lojas mais pequenas e surge num momento em que os mercados de consumo da China têm dificuldade em ganhar impulso, num contexto de abrandamento prolongado do setor imobiliário que tem pesado no sentimento dos consumidores.
Segundo o FT, a Ikea está a rever o seu portefólio de lojas em vários países sob a liderança do presidente executivo do Grupo Ingka, Juvencio Maeztu, a empresa que gere a maioria delas.
Num comunicado, em janeiro, a Ikea afirmou que a China continuaria a ser um dos seus “mercados mais importantes e estratégicos” e que iria abrir 10 lojas mais pequenas em Pequim e Shenzhen nos próximos dois anos. A empresa também está a encerrar algumas lojas no Reino Unido e no Japão à medida que se adapta às mudanças nos padrões de consumo.
A Ikea acrescentou no comunicado que atingiu uma base potencial de clientes de mil milhões de pessoas na China e opera 41 “pontos de encontro com clientes offline”.
Os dados oficiais do país sobre as vendas a retalho, divulgados mensalmente pelo NBS, mostraram um aumento homólogo de apenas 0,9% em dezembro, a taxa de crescimento mais baixa desde que a covid-19 varreu o país há três anos, quando as restrições foram desmanteladas.
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