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“Estranho seria que as transformações não se refletissem na estrutura de comando das Forças Armadas”, defende ministro da Defesa

“Esta é uma mudança prudente e ponderada, sustentada e aconselhada pela experiência das reformas de 2009 e 2014, e também pelas experiências acumuladas na gestão das missões diversas das Forças Armadas”, afirmou o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, esta terça-feira, 18 de maio, no Parlamento.
João Gomes Cravinho, Ministro da Defesa
18 Maio 2021, 17h04

“Estranho seria que as transformações não se refletissem na estrutura de direção e comando superior das Forças Armadas”, afirmou o ministro da Defesa Nacional, João Gomes Cravinho, na apresentação efetuada esta terça-feira, 18 de maio, das propostas de alteração do modelo português que organiza as Forças Armadas.

“Aconteceu com os nossos aliados, cada um à sua maneira, mas todos no mesmo sentido, nomeadamente com a centralização de comando nos CEMGFAS”, sublinhou o ministro da Defesa Nacional.

“O argumento de que Portugal é de tal forma excecional e diferente, e os desafios que enfrentamos são de tal modo diversos dos desafios dos nossos aliados, que devemos ficar imunes a esta tendência, é um argumento que carece de razoabilidade”, comentou João Gomes Cravinho, enquadrando o contexto geoestratégico real, e “é em resposta a este quadro que fazemos estas propostas”.

“Esta é uma mudança prudente e ponderada, sustentada e aconselhada pela experiência das reformas de 2009 e 2014, e também pelas experiências acumuladas na gestão das missões diversas das Forças Armadas, e na permanente coordenação com outras instituições nacionais e internacionais, incluindo as valiosas lições do combate à pandemia”, refere o ministro da Defesa Nacional.

“Os portugueses conhecem e respeitam as suas Forças Armadas, e quanto mais conhecem mais respeitam, algo que ficou patente durante este período de combate à pandemia em que os portugueses se aperceberam de forma muito palpável da eficácia e do espírito de missão dos nossos militares”, adiantou João Gomes Cravinho.

“Aquilo que é menos evidente para quem observa de fora, é que os resultados notáveis foram conseguidos não por causa da atual organização da estrutura superior, mas apesar dela, obrigando ao dispêndio de muita energia por parte dos chefes militares e da tutela na resolução de problemas que ficam agora tratados organicamente”, rematou o ministro.

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