O secretário-geral do PS, Pedro Nuno Santos, negou esta quarta-feira ter dado orientações ao Ministério das Finanças ou à Parpública para a compra de ações dos CTT, enquanto ministro das Infraestruturas, e remeteu explicações sobre esta matéria para o Governo.
O líder do Chega fez declarações sobre a compra de ações dos CTT pela Parpública, que ocorreu entre 2020 e 2021, por ordem do Governo. André Ventura sublinha que é importante Pedro Nuno Santos e Catarina Martins darem explicações.
A compra de ações dos CTT pela Parpública, noticiada ontem pelo Jornal Económico, teve lugar sem que o necessário parecer obrigatório por parte da Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Sector Empresarial do Estado (UTAM) fosse publicado no seu site.
Carlos Guimarães Pinto, antigo presidente da Iniciativa Liberal, reagiu esta tarde à notícia exclusiva do JE com a publicação de uma tabela que explica a forma como se comportaram as ações dos CTT entre 2020 e 2021, período em que o Governo deu ordem à Parpública para adquirir ações.
A Iniciativa Liberal reagiu esta tarde à notícia exclusiva do JE e Rui Rocha quer saber que papel teve o agora secretário-geral do PS nesta operação e que outras decisões similares foram tomadas “por pressão” do BE ou do PCP.
Holding do sector empresarial do Estado mantém participação ‘secreta’ nos CTT, que nunca foi comunicada ao mercado nem referida nos relatórios anuais. Compra teve lugar após exigências do Bloco para aprovar OE2021, apurou o JE.