O recorde de exportações da indústria metalúrgica portuguesa em 2025 foi das poucas boas notícias da semana. Em São Bento, tivemos um Governo atingido por um autêntico TGV de tempestades. Veja o rating da semana.
O que hoje sabemos, confirmado pelo acertado pedido de demissão da ministra da Administração Interna, é que o problema exige a mão (o pensamento, a ação) do primeiro-ministro, mas não para andar de cortejo em cortejo a dar o ombro às senhoras.
A regra é a resposta ser tardia e desarticulada, mais solidária do que institucional. Desenrascamos muito. A intervenção do primeiro-ministro, que deveria ser excecional, tornou-se obrigatória. E o pior é que não aprendemos de um episódio para o outro, repetimos tudo.
O novo inquilino de Belém já sinalizou que “não há desculpas”, insistindo que este é o momento para o Governo e os partidos encontrarem soluções duradouras para os problemas do país.
A pergunta a que temos de responder já não é se o sistema funciona quando tudo corre mal. É se estamos dispostos a organizá-lo para que não seja preciso tudo correr mal para funcionar.
Este inverno está a deixar marcas visíveis no território e levanta uma questão relevante do ponto de vista económico. Estamos, de facto, a aprender alguma coisa com estes episódios?
Os acordos comerciais não substituem as reformas internas, apenas tornam mais visíveis os custos de as adiar. No fundo, estes acordos colocam Portugal perante um velho dilema: adaptar-se ou perder terreno.
Os dias 7 e 8 de Fevereiro de 2026 ficarão marcados na minha memória como os dias em que perdi duas referências importantes na construção da minha identidade africana e do meu percurso na Europa.