12 desejos para a publicidade em 2019

Eis um deles: que criatividade, meios e tecnologia vivam de mãos dadas para que se encontrem melhores respostas e melhores perguntas.

O virar do ano é sinónimo de novas resoluções e de esperança redobrada. De um segundo para o outro, abre-se um horizonte de oportunidades repleto de histórias por escrever. Brinda-se com euforia e comem-se as 12 passas enumerando desejos. A entrada no novo ano é um excelente momento para as marcas refletirem sobre o que passou e definirem as suas metas para o futuro. Identifico então 12 desejos para o mundo da publicidade em 2019:

  1. Gonçalo M. Tavares escreveu “por favor, não te esqueças, evita a cegueira na parte que inventa”. Gostaria verdadeiramente que nenhuma marca se esquecesse do seu potencial de inovação, desenvolvendo abordagens disruptivas que contribuam para uma transformação positiva;
  2. As marcas fazem-se de pessoas e servem pessoas. Desejo que o setor nunca ignore esta máxima fundamental;
  3. O mundo é diverso. É urgente provocar ambientes profissionais que espelhem essa diversidade, através de uma representação muito maior nos profissionais que trabalham diariamente para comunicar com os públicos. Ou a mensagem será sempre a mesma, surda e irrelevante. E a mensagem tem que continuar a evoluir;
  4. A agilidade é determinante. Planos estratégicos pensados a longo prazo estarão rapidamente obsoletos. As marcas devem ter confiança para testar e melhorar ao longo do caminho, principalmente num cenário incontornavelmente digital. Errar, em alguns momentos, pode ser tão importante quanto acertar;
  5. Mas o tempo também exige respeito. Desejo que se compreenda o trabalho de criação e nunca se esqueça a enorme base que está nas profundezas para que a ponta do icebergue seja visível à superfície;
  6. Sem integração, nada feito. Espero que criatividade, meios e tecnologia vivam de mãos dadas para que se encontrem melhores respostas e melhores perguntas;
  7. Que os dados sejam analisados com maturidade em todos os momentos. São o ponto de partida para qualquer ideia;
  8. Desejo que transparência, confiança, desafio e foco em resultados de negócio construam a pedra angular de toda a relação entre agência e cliente;
  9. Espero ver maior impacto positivo na sociedade, com as marcas a assumirem a responsabilidade de adotar propósitos relevantes para lá do negócio;
  10. Aliada à razão, que se tenha coragem para ouvir a emoção. É da soma de ambas que nascem mensagens poderosas que podem mudar tudo;
  11. Desejo que o talento seja encontrado, se faça encontrar e seja valorizado. Cá dentro ou lá fora e que se misture e estimule para subir a fasquia da excelência;
  12. Finalmente, espero que o caminho até à meta seja feito de ousadia, paixão e prazer. Vale repetir que também estamos cá para sermos felizes.

Agora é tempo de lutar por todos estes desejos. Para que na viragem para 2020 não se comam as passas com amargura perante sonhos adiados, mas sim com o entusiasmo de escrever 12 novos. Bom ano a todos, boa comunicação e bons negócios!

Recomendadas

Ecotecnologia: precisamos mais que a moda política

Que medidas de investimento económico existem para fomentar a reutilização de águas pluviais para regas ou lavagens várias, quer por empresas quer por municípios?

Da estupidez natural

Há leituras obrigatórias, como a “História Natural da Estupidez” de Paul Tabori, agora reeditada em português, que trata da mais perene e catastrófica característica do ser humano.

Desígnio da portugalidade

Somos um país periférico mas possuímos múltiplas centralidades. Somos secundários na Europa mas podemos abrir novas portas à Europa.
Comentários