1,5 milhões para financiar 100 postos de carga rápida

Governo vai lançar um envelope para financiar postos de carga rápida por parte dos operadores. Toda a rede passa a ser paga este ano.

A rede de postos de carga rápida de carros elétricos em Portugal vai ganhar mais 100 postos. O Governo prepara-se para lançar um envelope para promover a expansão da rede de postos de carregamento rápido em Portugal.

O dinheiro tem origem no Fundo Ambiental e o aviso vai ser lançado em breve, avançou ao Jornal Económico o secretário de Estado Adjunto e da Mobilidade José Mendes. Desta forma, o número de postos rápidos vai crescer exponencialmente dos atuais 61 para 161 postos.

“Temos uma dotação para apoiar a aquisição de pontos de carregamento rápido, de acesso público, orientado para os operadores de postos de carregamento. Com estes 1,5 milhões de euros vai-se apoiar a instalação de 100 postos de carregamento rápido. Estes novos postos quase que triplicam os atuais existentes”, disse o secretário de Estado ao JE.

Além dos novos postos que serão instalados via este envelope financeiro, José Mendes está confiante na continuação da expansão, depois de os pagamentos terem arrancado no final de 2018.

“Haverá mais postos ainda, pois desde 1 de novembro passado iniciaram-se os pagamentos nos pontos de carregamento rápido, e temos tido manifestações de intenção de investimento por parte de muitos operadores de postos de carregamento. Isto é apenas um programa que vamos apoiar, mas com certeza que as empresas também farão os seus próprios investimentos. Desse ponto de vista, estamos muito confiantes que a rede de carregamento, sobretudo a rede de carregamento rápido, a mais decisiva, está a acompanhar e vai continuar a acompanhar este aumento de vendas de veículos elétricos”, afirmou o secretário de Estado em declarações ao Jornal Económico.

Pagamentos vão alargar-se a todos os postos ainda este ano

A rede de carregamentos de carros elétricos em Portugal conta com cerca de 650 postos de carregamento, com a maioria a ter duas tomadas. Ao todo, existem cerca de 1.600 tomadas de carregamento no país entre carga rápida e normal. Os pagamentos dos carregamentos rápidos arrancaram no final de 2018, com o presidente da entidade gestora da rede a fazer um balanço positivo.

“Os pagamentos da carga rápida iniciaram-se em novembro, temos tudo a funcionar, e temos já um conjunto muito alargado de operadores e também de comercializadores de eletricidade”, disse Alexandre Videira ao Jornal Económico.

“Nos postos rápidos, estamos já numa fase a que chamamos de normal, em termos comerciais da mobilidade elétrica. Temos já mais de 50 postos rápidos em mercado, em atividade comercial normal”, afirmou.

“Aquilo que nós esperamos é que toda a rede de mobilidade elétrica entre em atividade comercial normal durante 2019, até ao final do ano. Neste momento, está só a rede rápida com pagamentos. Agora falta a rede normal, os espaços privados, gradualmente irão iniciar-se os pagamentos nesses postos, a nossa expetativa é que ao longo de 2019, toda a rede fique em pagamento”, segundo um balanço feito por Alexandre Videira ao Jornal_Económico.

O responsável pela gestão da rede de carregamento também adianta que a Mobi.e mantém o seu plano de instalar, pelo menos, um posto de carregamento em cada município do país.

“Do ponto de vista da Mobi.e, nós vamos fazer aquilo que estava programado, que se atrasou do ano passado para este ano, mas continuamos a querer garantir que todos os municipios do país tenham um posto de carregamento. Vamos concluir esse projeto. O_trabalho da Mobi.e do ponto de vista da expansão da rede ficará por aí. Depois fará a concessão de toda a rede aos operadores privados e iniciará a atividade comercial normal nesses postos de carregamento”, afirmou Alexandre Videira.

Ler mais
Recomendadas

Árabes da Mubadala reduzem participação na EDP para abaixo de 2%

A Mubadala Investment Company, detida pelo governo de Abu Dhabi era a quarta maior acionista da EDP após a China Three Gorges, a Oppidum Capital e a BlackRock. A 25 de fevereiro reduziu a participação de 4,06% para 1,4794%.

China Three Gorges vendeu 1,8% da EDP por 292,9 milhões de euros

O valor corresponde a 4,45 euros por ação, informou a energética em comunicado. Após a venda, a CTG passa a deter 21,47% da EDP. Gorada a OPA, a estatal chinesa alienou o reforço na participação que tinha feito para esse motivo e detém agora apenas ligeiramente mais do que os 21,35% que tinha comprado na oitava fase de privatização da empresa, em 2011.

Comissão Europeia aprova criação de ‘joint venture’ entre EDP Renováveis e Engie para projetos eólicos

A criação da joint-venture entre as duas energéticas foi anunciada em janeiro. Nessa altura, a empresa liderada por João Manso Neto firmou um acordo com a Engie para criar “uma joint venture comparticipada a 50/50”, isto é, de forma equitativa, para “energia eólica offshore fixa e flutuante”. Esta quarta-feira, recebeu o aval de Bruxelas.
Comentários