43% das empresas portuguesas cancelaram todos os recrutamentos devido à pandemia

Ainda que o impacto da crise provocada pela Covid-19 seja muito significativo nas empresas, 69% diz ter concretizado os aumentos salariais previstos para este ano.

A maioria (59%) das empresas que operam em Portugal inquiridas pela Mercer confessa que a pandemia teve um impacto significativo nas suas operações. A contração no recrutamento é um exemplo: 43% cancelou todos os processos, enquanto 19% manteve apenas processos exclusivamente relacionados com substituições. Ainda assim, uma fatia significativa dos inquiridos –  29% – referiu não ter cancelado, alterando as práticas de recrutamento com recurso a entrevistas virtuais. Apenas 9% das empresas referiram manter os processos de recrutamento sem alterações.

Segundo o estudo “How are companies supporting their employees during this outbreak”realizado pela consultora Mercer, mais de metade das inquiridas em Portugal adotou a prática de trabalho a partir de casa para todos os colaboradores, cerca de 62% das empresas nacionais admitiu ter encerrado todos os seus escritórios e apenas 14% referiu não encerrar, nem ter intenções para tal.

No campo da compensação, 69% das empresas afirma ter implementado os incrementos salariais previstos para 2020, em particular porque 32% das empresas já os havia implementado antes da pandemia ter escalado e 37%, porque já havia comunicado antes do início do surto pandémico, admitiu que iria implementar nas datas previamente definidas.

Ainda no campo da compensação, 55% das empresas disse não ter realizado qualquer alteração no salário dos funcionários em regime de teletrabalho. Apenas uma percentagem mínima –  5% –  reduziu o nível dos salários, mas apenas ao nível dos executivos.

Sobre a adoção da prática do trabalho a partir de casa, 55% das empresas revelou ter todos os seus colaboradores em regime de teletrabalho. Antes da pandemia, na larga maioria das empresas (76%) menos de 25% dos colaboradores tinha o hábito de trabalhar a partir de casa de forma regular. Quanto aos colaboradores que trabalham a partir de casa e têm de dar assistência aos seus filhos que, por efeito do encerramento das escolas, se mantêm também em casa, 62% das empresas inquiridas refere ter apostado totalmente na flexibilidade horária dos seus colaboradores.

A realidade Portuguesa está muito em linha com as tendências internacionais, com a agravante de que se prevê que o impacto do COVID 19 seja particularmente gravoso no nosso país, pela dependência da economia do setor dos serviços, e em particular do turismo, altamente expostos no momento atual, destaca Tiago Borges, Rewards Leader da Mercer Portugal,.

De referir que o estudo da Mercer sobre os impactos do COVID 19 nas empresas decorre a nível mundial e decorre enquanto a pandemia progride, permitindo monitorar ao momento a evolução das respostas das empresas aos desafios colocados pela pandemia. Os resultados deste estudo são automaticamente atualizados sempre que existem novos participantes, permitindo com que a Mercer possa medir o pulso das organizações (globalmente e por região) no que diz respeito às medidas tomadas em resposta aos desafios criados pelo COVID 19.

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