5G: Colt Portugal investe 2,5 milhões de euros na transformação digital da sua rede de fibra

Para 2020, a Colt, que detém uma rede de fibraótica de 830 quilómetros em Portugal, vai reforçar as ligações aos centros urbanos de Lisboa e Porto, bem como reforçar as ligações a cabos submarinos que ligam a sua rede à Europa e a África e Brasil, a partir de Portugal.

Foto cedida

A Colt Portugal, subsidiária da Colt Technology Services, alocou um total de 2,5 milhões de euros na transformação digital da sua infraestrutura em Portugal entre 2018 e 2019, anunciou o country manager da empresa, Carlos Jesus, na terça-feira, num encontro com jornalistas, em Lisboa. O investimento anunciado está em linha com um investimento mundial total de mil milhões de euros na expansão e transformação digital das infraestruturas da Colt em todo o mundo, para suportar a quinta geração da rede móvel (5G).

O primeiro sinal de sucesso desse investimento mundial nas redes de fibra ótica que a Colt Technology Services detém foi a bem-sucedida densificação da infraestrutura da empresa em Londres, concluída no início de 2020. Em Portugal, a Colt é dona de uma rede de fibra ótica com mais de 830 quilómetros de extensão e segundo Carlos Jesus, a infraestrutura atual é a “necessária para os próximos dez anos”.

Questionado pelos jornalistas, Carlos Jesus explicou que o objetivo da Colt Portugal não passa pelo aumento da rede de fibra ótica da empresa, mas sim por melhorias e capacitação da infraestrutura tendo em vista “a explosão de consumo de dados” que já se sente e que o 5G poderá estimular ainda mais. Objetivo do investimento? “Aumentar a capacidade e capilaridade da rede de fibra ótica”, explicou.

O gestor da Colt Portugal lembrou que o 5G vai originar novos modelos de negócios e novas oportunidades de mercado. A título de exemplo, Carlos Jesus contou que em Londres, há empresas que concessionaram postes de eletricidade nas ruas da capital inglesa por 20 anos, junto da autarquia londrina, por saberem que esses postes poderão vir a ser necessários às operadoras de telecomunicações num futuro próximo.

Questionado pelo Jornal Económico sobre a possibilidade de a Colt propor algo idêntico às câmaras de Lisboa e Porto, o country manager da empresa de infraestruturas não desconsiderou a ideia. Contudo, para Carlos Jesus, em Portugal o desafio do 5G “passa pela partilha de infraestruturas” – uma ideia defendida pela Autoridade Nacional de Comunicações mas muito contestada pelas três principais operadoras de telecomunicações nacionais (NOS, Vodafone e Altice).

A operar em Portugal desde 2001 no segmento empresarial (sobretudo para médias e grandes empresas), a rede de fibra ótica da Colt fornece serviços nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto, regiões onde tem instalada a sua rede de fibra ótica cujo alcance das suas ligações apoia os parques empresariais de Lisboa, Oeiras, Sintra, Porto, Vila Nova de Gaia e da Maia.

A tecnologia da Colt está ligadas a mais de 12 data centers e a mais de 775 edifícios. A esta rede interna, “o anel ibérico de mais de 1.700 quilómetros de fibra ótica que liga Portugal à rede internacional da Colt, associado aos serviços prestados, permite às empresas multinacionais expandirem-se para Portugal com a garantia de poderem usufruir de serviços de comunicações de banda larga com elevados níveis de qualidade e níveis máximos de resiliência e redundância, no dealbar do lançamento das novas redes e serviços de 5G”.

Carlos Jesus, sem identificar o nome da empresa cliente da Colt, contou que recentemente uma empresa britânica, a partir de Londres, conseguiu instalar os seus serviços de de comunicações de banda larga devido ao referido “anel ibérico”.

Para 2020, a Colt vai reforçar e expandir as ligações dos centros urbanos que gere no país, bem como reforçar as ligações a cabos submarinos que ligam a sua rede à Europa, a África e Brasil, a partir de Portugal.

Atualmente, a Colt detém dois centros de competência em Portugal, responsáveis por empregar 80 pessoas, “das quais cerca de 75% estão alocadas às funções de suporte a nível global. A subsidiária portuguesa é uma das mais importantes do Grupo a nível mundial”.

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