5G: Comissão Europeia deteta riscos de espionagem e de ciberataques vindos de fora da União Europeia

“Em particular os países terceiros mais hostis podem exercer pressão sobre os fornecedores de 5G a fim de concretizarem ciberataques para atenderem aos seus interesses nacionais”, aponta a Comissão Europeia, ainda liderada por Jean-Claude Juncker.

É possível que venham a ocorrer episódios ou casos de espionagem ou de ciberataques provenientes fora da União Europeia, de acordo com uma análise feita aos riscos nacionais relativos às redes móveis de quinta geração (5G), divulgada esta quarta-feira, 9 de outubro, pela Comissão Europeia.

Após cada Estado-membro da União Europeia (UE) ter avaliado os riscos relativos à rede 5G, a Comissão Europeia concluiu que “a introdução das redes 5G ocorre no âmbito de um complexo cenário global de ameaças à segurança cibernética”.

“No geral, as ameaças consideradas mais relevantes” e apontadas no relatório estão “relacionadas com o comprometimento da confidencialidade, da disponibilidade e da integridade” dos dados nestes países, indica o executivo comunitário no documento, precisando que um desses riscos se refere à “espionagem de tráfego ou de dados através da infraestrutura das redes 5G”.

“Em particular os países terceiros mais hostis podem exercer pressão sobre os fornecedores de 5G a fim de concretizarem ciberataques para atenderem aos seus interesses nacionais”, aponta a Comissão Europeia, ainda liderada por Jean-Claude Juncker.

“As mudanças tecnológicas introduzidas com o 5G irão aumentar a dimensão geral do ataque e o número de pontos de entrada com potencial para os invasores”, conclui Bruxelas no relatório.

A aposta no 5G em cada Estado-membro é vista como uma prioridade em Bruxelas desde 2016, tendo motivado já também preocupações com a cibersegurança, tendo levado a Comissão Europeia, em março deste ano, a fazer recomendações de atuação aos Estados-membros, permitindo-lhes desde logo excluir empresas dos seus mercados. Contudo, a Comissão Europeia nunca mencionou nomes das empresas que devem ou não devem ser escrutinadas ou excluídas.

Bruxelas pediu, também nessa altura, que cada país analisasse os riscos nacionais com o 5G, o que aconteceu até junho passado, seguindo-se depois uma avaliação geral em toda a UE, hoje divulgada.

Até final do ano, deverão ser encontradas medidas comuns para mitigação das ameaças.

[Com Lusa]

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