5G: Presidente da Anacom garante “cobertura plena” em Portugal em 2025

O  presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), João Cadete de Matos, garantiu hoje que a quinta geração de comunicações móveis, o 5G, vai atingir em 2025 a “cobertura plena” em Portugal.

Presidente do Conselho de Administração, João Cadete de Matos | Manuel de Almeida/LUSA

O  presidente da Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), João Cadete de Matos, garantiu hoje que a quinta geração de comunicações móveis, o 5G, vai atingir em 2025 a “cobertura plena” em Portugal.

“Cada uma e todas as freguesias do nosso país vão ter de ter, no prazo de dois anos, portanto até 2023, uma melhoria significativa da cobertura. Eu diria que em 2025, aí sim, teremos uma cobertura plena das comunicações móveis no nosso país”, garantiu.

O presidente da Anacom, que falava no decorrer de uma conferência no segundo dia da quinta edição da cimeira aeronáutica Portugal Air Summit, no Aeródromo Municipal de Ponte de Sor (Portalegre), referiu ainda que em relação ao 5G existem “obrigações” que estão definidas no regulamento do leilão que está em curso, o que permitirá “dar resposta” às expectativas e interesses dos cidadãos e das atividades económicas.

João Cadete de Matos sublinhou ainda que a aviação “não vai poder ficar de fora” deste desafio, estimando-se um crescimento “muito significativo” do mercado 5G no setor a nível mundial.

“A nível mundial, no corrente ano, já se estima um valor de cerca de 500 milhões de dólares, perspetivando-se um crescimento até aos 3,9 mil milhões de dólares em 2026”, disse.

No decorrer da sua intervenção, o presidente da Anacom abordou também o tema da sustentabilidade do espaço, sublinhando que esta questão “não pode ser ignorada” no futuro, alertando que o mesmo está a ficar “assustadoramente” congestionado.

“O espaço está a ficar assustadoramente congestionado devido ao número elevado de satélites em órbita, ao aumento quase descontrolado da colocação em órbita de mega constelações e, sobretudo, pelo excessivo número de resíduos em órbitas próximas da terra e da própria estação espacial internacional”, disse.

Para o presidente da Anacom, trata-se de uma questão “não só política”, mas também da indústria e da comunidade científica, uma vez que os resíduos que “orbitarão” no espaço “podem colocar em risco” comissões tripuladas, sistemas de comunicação e observação dos fenómenos atmosféricos e meteorologia.

“Da nossa parte, a Anacom, enquanto autoridade espacial, exigirá a todos quantos queiram desenvolver atividades espaciais licenciadas em Portugal que cumpram os mais rigorosos padrões internacionais”, garantiu.

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