No contexto da minha interacção com empresas observo que maior parte das organizações usam quatro lentes para compreenderem e agirem no mundo à sua volta: estratégia, finanças, operações e pessoas. Cada uma destas lentes por si só oferece segurança e certeza aos gestores que as colocam em prática. No entanto, a realidade das empresas modernas fez questionar o foco individualista em cada uma destas lentes e cada vez mais vêm ao nosso encontro empresas que precisam de lidar com problemas complexos. É por isso que quero falar da nossa fórmula de complexidade.

Existem problemas lineares e complexos dentro das nossas empresas. O que os distingue é a interligação entre as variáveis que o compõem. Um problema linear é possivel ser resolvido com uma solução ou um processo. Um problema complexo necessita de uma intervenção no seu próprio sistema. Para intervirem em problemas complexos costumamos ajudar os gestores com uma fórmula que penso possa fazer sentido descrever.

O primeiro passo da fórmula refere-se à forma como abraçamos a complexidade à nossa volta. Aceitar a complexidade dos problemas é aceitar que o ponto de partica é uma interligação de variáveis, sistemas e estruturas que têm vida própria e que se movimentam ao mesmo tempo em tensão e em harmonia. Aceitar a complexidade é também mudar a forma como falamos de problemas e soluções, ultrapassando a certeza da linearidade que tanto nos atrai. Quando a complexidade se torna material, conseguimos iluminar partes do fenómeno que não julgaríamos existir.

O segundo passo da nossa fórmula é o de mapear a complexidade. Não basta, para os gestores com quem trabalhamos, conseguir compreender que os probemas são complexos, precisamos de lhes dar uma forma que seja compreensível e tangível. Juntando ciência, tecnologia e dados empíricos, usamos técnicas de mapeamento que permitem conhecer em detalhe a forma do sistema de complexidade e as interligações entre as variáveis que constituem o sistema. Aqui mapeamos o problema mas também as soluções que estão a operar no sistema de forma a conseguir ter uma imagem mais completa das dinâmicas do sistema.

Por fim, o último passo da nossa fórmula é sobre navegar a complexidade de uma forma eficiente e estratégica. Aqui ajudamos as organizações a intervir nos pontos de alavancagem do sistema – aqueles pontos onde a probabilidade de ebenficio para a organizações é maior – de forma a que a intervenção de resolução do problema seja mais benéfica. É aqui neste passo que produzimos reocmendações estratégicas estimando o impacto da intervenção do sistema. Espero que esta fórmula vos faça sentido e vos ajude a aceitar, mapear e navegar a compelxidade da vida organizacional atual.