A pirâmide do conhecimento

Os conceitos de machine learning e de inteligência artificial existem há décadas. Há mais de 20 anos, Kasparov perdeu uma partida de xadrez contra o Deep Blue, após ter vencido, um ano antes, uma versão menos avançada do supercomputador.

Hoje, estes temas têm ganho um especial interesse, pelo facto de termos ao nosso alcance maior capacidade de processamento a um custo cada vez menor. Por esse motivo, podemos desfrutar da aptidão das máquinas para implementar algoritmos sofisticados que nos conferem previsões muito próximas da realidade.

A pirâmide do conhecimento é uma hierarquia que modela conceitos utilizados na gestão da informação e do conhecimento. Desconhece-se a sua origem, mas existem referências literárias que remontam à década de 80. É uma forma clara de deslindar a definição de dados, informação, conhecimento e sabedoria e de como estes conceitos se relacionam entre si.

Concisamente, um dado consiste num registo factual, qualitativo ou quantitativo, de uma ou mais observações; a informação dota os dados de relevância e de propósito, atribuindo-lhes um significado; o conhecimento advém da contextualização, organização e padronização da informação. Por fim, a sabedoria é o resultado que se alcança através da análise e da formulação de hipóteses perante cenários distintos.

Presentemente, as organizações deparam-se com quantidades massivas de dados e de informação. De forma mais limitada, as organizações dispõem de conhecimento, nomeadamente do conhecimento gerado pela via do processamento automático de informação. A sabedoria, essa, reside predominantemente nas pessoas e na forma como as pessoas utilizam o conhecimento e os meios ao seu dispor para tomar decisões acertadas.

O grande desafio, de hoje, é criarmos meios para as organizações gerarem sabedoria de forma tempestiva, eficaz e eficiente. Urge, pois, as organizações compreenderem se dispõem da estrutura mais adequada para obter dados, relacioná-los de forma a construir informação e organizar essa informação em conhecimento profundo das atividades da empresa. Urge, também, as organizações compreenderem se estão em condições de implementar e confiar em meios automatizados, ou semi-automatizados, de suporte à decisão.

De futuro, o papel das pessoas irá inevitavelmente mudar. São elas que possuem o conhecimento pormenorizado e que dominam os detalhes das organizações. Para as máquinas aprenderem será sempre necessário, pelo menos por agora, quem as ensine. As atividades deverão evoluir neste sentido, havendo um maior envolvimento dos colaboradores nos processos de inovação e implementação de novas soluções tecnológicas.

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