Abanca integra 334 trabalhadores do Deutsche Bank Portugal até 9 de junho

O ABANCA considera que não existirá sobreposição de funções ou postos de trabalho, até pelas diferenças de negócio entre as duas Instituições, pelo que não está prevista qualquer reestruturação que resulte na dispensa de trabalhadores, relatam os sindicatos.

O ABANCA tem 49 trabalhadores em Portugal e vai integrar 334 trabalhadores do Deutsche Bank, em resultado da anunciada aquisição da rede de Particulares e Banca Privada (private banking) da sucursal do banco alemão em Portugal. A data estimada para a efetivação final da aquisição e integração será 9 junho de 2019.

Por outro lado, o Deutsche Bank, atualmente liderado por Bernardo Meyrelles, manter-se-á em Portugal, com uma estrutura de 40 trabalhadores, vocacionada para a banca corporativa.

“O ABANCA tem como objetivo a plena integração de todos os trabalhadores no projeto que desenvolve em Portugal, apostando na estabilidade laboral e no respeito pelos direitos dos trabalhadores e na sua realização profissional”, avança o comunicado conjunto dos sindicatos do setor.

Numa atuação concertada os Sindicatos SNQTB (Sindicato Nacional dos Quadros Técnicos e Bancários), Sindicato dos Bancários do Norte (SBN) e o Sindicato Independente da Banca (SIB), estiveram hoje reunidos, em Lisboa, com o ABANCA, tendo debatido o processo de integração do Deutsche Bank, que se encontra em curso.

A esse propósito, foi comunicada a intenção de conjugar os direitos e benefícios vigentes no ABANCA e no Deutsche Bank, “com vista a que os trabalhadores possam usufruir transversalmente das vantagens existentes em ambas as instituições”, diz o comunicado dos sindicatos.

Em resultado desta integração, “os trabalhadores do Deutsche Bank serão abrangidos pelo ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) do sector bancário (que este não subscreveria) nos termos outorgados pelo ABANCA”, diz a mesma nota.

Nessa medida, além dos direitos e benefícios laborais previstos nesse Acordo Coletivo, os trabalhadores do Deutsche Bank terão assim acesso ao SAMS. Sendo que o ABANCA suportará as contribuições para o SAMS a cargo do empregador e do trabalhador.

“Foi ainda mencionado que a ABANCA considera que não existirá sobreposição de funções ou postos de trabalho, até pelas diferenças de negócio entre as duas Instituições, pelo que não está prevista qualquer restruturação que resulte na dispensa de trabalhadores”, dizem os sindicatos.

O ABANCA está a elaborar um conjunto de informações sobre este processo de integração, que divulgará aos trabalhadores e que dará conhecimento aos Sindicatos.

“Os Sindicatos continuarão a acompanhar este processo de integração, a dialogar de modo a obter a informação que, em cada momento, se mostre relevante, do que daremos a devida nota aos nossos associados. A atuação concertada destes Sindicatos continua assim a ser dinamizada, incrementada e reforçada, com intervenção junto de todas as Instituições do setor bancário, em benefício dos trabalhadores bancários, que representamos a nível nacional”, dizem os três sindicatos em comunicado.

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