APB defende utilização de canais digitais e telefónicos para os serviços bancários

Nesta fase, os clientes deverão privilegiar o uso dos canais digitais e telefónicos, evitando, quando tal for possível, o recurso às agências. “Esta recomendação aplica-se, em especial, aos clientes mais vulneráveis, como idosos, pessoas com doenças crónicas ou sistemas imunitários enfraquecidos”, diz a APB.

Face ao atual agravamento do contexto epidemiológico no país, “e estando as instituições de crédito empenhadas em contribuir para minimizar os potenciais efeitos de contágio associados à Covid-19”, a Associação Portuguesa de Bancos emitiu um comunicado onde diz que os “bancos reforçam necessidade de adoção de boas práticas na utilização de serviços bancários”.

Assim, nesta fase, os clientes deverão privilegiar o uso dos canais digitais e telefónicos, evitando, quando tal for possível, o recurso às agências. “Esta recomendação aplica-se, em especial, aos clientes mais vulneráveis, como idosos, pessoas com doenças crónicas ou sistemas imunitários enfraquecidos”, diz a APB.

A associação recomenda – para executar as operações do dia-a-dia, como transferências bancárias, pagamento de serviços ou carregamentos de telemóveis, de forma segura e cómoda – o Homebanking ou app do banco, bem as máquinas de self-service instaladas nas agências ou da rede de ATMs.

Deve-se privilegiar os pagamentos com cartão (se possível contactless) ou através de meios digitais, defende a APB que acrescenta que se deve agendar previamente com o banco, por telefone ou e-mail, o dia e a hora de deslocação à agencia bancária, sempre que os assuntos a tratar requeiram ou justifiquem um contacto pessoal.

“Desde o inicio da pandemia, o setor bancário tem estado fortemente comprometido com o escrupuloso cumprimento das disposições legais e regulamentares, importando destacar, desde logo, o cumprimento integral das regras de ocupação, permanência e distanciamento físico, previstas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 70-A/2020 de 11 de setembro, que proíbem situações de espera para atendimento no interior dos estabelecimentos de prestação de serviços, devendo os operadores económicos recorrer, preferencialmente, a mecanismos de marcação prévia”, refere a APB.

Para além do cumprimento da lei, as instituições têm adotado um conjunto de medidas em diversas áreas, nomeadamente, ao nível dos procedimentos com clientes. Nomeadamente a observância da regra “Número de Colaboradores igual ao número de Clientes”, com a utilização de acrílicos nas zonas de atendimento; observância do limite de permanência de 4 clientes por cada 100m2; criação de “gestores de balcão” para gestão das filas de espera nas agências bancárias; colocação de sinalética visível (paredes e chão) para orientação dos clientes no acesso e circulação em ambiente bancário; cumprimento das regras de higiene dos espaços, TPA, equipamentos, objetos e superfícies de contacto direto por parte dos clientes; permissão, nas zonas dos ATMs, da presença de um único cliente por espaço; e reforço da promoção dos canais digitais e disponibilização de soluções de comunicação à distância com o balcão/gestor bancário.

Os bancos também têm adoptado medidas para os seus colaboradores. Tais como oeforço da higienização e fornecimento de equipamentos de proteção individual aos colaboradores; o estabelecimento de horários desfasados nos serviços centrais e nas agências de maior dimensão e/ou localizadas nos grandes centros urbanos; a formação de equipas “em espelho” e regressos faseados em função da percentagem de ocupação das instalações, considerando as regras de distanciamento nas zonas comuns e de acesso; a permanência em casa de grupos de colaboradores de risco e vulneráveis; a obrigatoriedade do uso de máscara, por parte dos colaboradores, em espaços partilhados, zona comuns e durante a circulação entre edifícios e pisos, bem como nas zonas onde não seja possível distanciamento entre estes; a adoção de planos de contingência de procedimentos de atuação em caso de deteção de casos positivos; e a promoção da app Stayaway Covid e sensibilização didática para o seu uso (via intranet, e-mail aos Colaboradores e rede social corporativa).

Hoje, o primeiro-ministro António Costa anunciou o Estado de Calamidade em todo o país.

 

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