A Europa investe quinze vezes menos na Inteligência Artificial do que os Estados Unidos e Portugal está crescentemente atrasado face à restante União Europeia. Esta foi uma das ideias chave deixadas por Nuno Loureiro, diretor da PwC, e Keynote Speaker da conferência AI Summit 2025 realizada pelo Jornal Económico no Leap Sete Rios, nas Twin Towers, em Lisboa. “Portugal terá em 2030 uma taxa de adoção de 12% versus 42% de média europeia. “Temos de acelerar o nosso processo de adoção da IA nas empresas”, diz Nuno Loureiro.
Deste ponto de vista, continua o especialista, assiste-se a um gap muito significativo entre grandes empresas e pequenas empresas. “O ano passado 11% das grandes empresas adoptaram IA pela primeira vez, contra 5% das pequenas. É preciso apoiar as PME na adoção desta tecnologia”. Os setores da Banca e Seguros são líderes na adoção desta tecnologia face a outras indústrias. Porém, o retalho e a energia apresentam igualmente bons indicadores.
Em relação às tecnologias, a análise de texto, a geração de texto e o reconhecimento de voz têm tido uma adoção mais generalizada com a adoção da IA Generativa. “As grande empresas que investiram em data science e machine learning desde há cerca de oito ou 10 anos têm taxas de adoção bastante superior naquilo que diz respeito a aplicação de tecnologias de machine learning, deep learning e automação com suporte a soluções de Inteligência Artificial”, explica o diretor da PwC. Isso exige necessidade de investimento, recursos técnicos especializados, infraestrutura ou serviços que as empresas mais pequenas não conseguem ter face à sua escala.
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