Ações da Evergrande afundam 12% em bolsa depois de negócio falhado

A falha na concretização de ativos no valor de 2,2 milhões de euros caíram por terra esta quarta-feira, depois da Evergrande ter anunciado que o negócio foi interrompido porque “tinha motivos para acreditar” que o comprador “não cumpriu o pré-requisito” para fazer a oferta.

(Photo by Alex Tai/SOPA Images/LightRocket via Getty Images)

As ações do grupo imobiliário chinês Evergrande estão em queda depois dos planos de vender 50,1% em propriedade imobiliária, avaliada em 2,6 mil milhões de dólares a outra imobiliária chinesa, a Hopson, terem caído por terra. Feitas as contas, o negócio que podia ter rendido 2,2 mil milhões de euros à Evergrande

A falha na concretização deste plano acontece num dia em que a gigante chinesa anunciou o regresso dos seus títulos à Bolsa de Hong Kong, após uma suspensão desde 4 de outubro. As cotações foram retomadas esta quinta-feira e o resultado foi uma queda abrupta de 12,5%.

De acordo com a Evergrande os planos de vender uma fatia de capital da Evergrande Property Services (-8% em bolsa), uma das suas unidades mais lucrativas, foram formalmente interrompidos, uma vez que a gigante “tinha motivos para acreditar” que o comprador “não cumpriu o pré-requisito” para fazer a oferta. Já a Hopson referiu em comunicado que estava “preparada para concluir a venda”, mas que não quis pagar diretamente pelas ações, até que as obrigações entre esta última e a Evergrande fossem liquidadas.

Recorde-se que empresa, que é a segunda maior corporação imobiliária da China, somando milhares de projetos, tem dívidas de 305 mil milhões de dólares (cerca de 262,07 mil milhões de euros) e no anúncio que fez de regresso aos mercados, a Evergrande alertou que pode “não estar em condições de cumprir as suas obrigações financeiras”, acrescentando que “continuará a adotar medidas para atenuar os problemas de liquidez”.

O preço das ações da Evergrande caiu mais de 80%, este ano, representando uma perda superior a 190 mil milhões dólares (163 mil milhões de euros), em capitalização de mercado.

O grupo luta há várias semanas para honrar o pagamento de juros e entregar apartamentos aos seus clientes. E, apesar de não ter conseguido concretizar a venda do portefólio, a Evergrande conseguiu uma extensão de três meses para o pagamento das obrigações Jumbo Fortune, que já estão em incumprimento, um gesto raro de boa vontade.

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