Açores/Eleições: Iniciativa Liberal diz que região necessita mais de liberalismo

O líder nacional da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, mostrou-se confiante de que o partido conseguirá eleger um deputado ao parlamento açoriano.

Cristina Bernardo

O líder nacional da Iniciativa Liberal (IL), João Cotrim Figueiredo, defendeu este domingo que os Açores necessitam mais de liberalismo do que o continente e mostrou-se confiante de que o partido conseguirá eleger um deputado ao parlamento açoriano.

“No curto prazo, os Açores precisam de mais libertação, de mais energia, de mais liberalismo do que o próprio continente”, afirmou, em declarações à Lusa.

João Cotrim Figueiredo esteve hoje em campanha na ilha Terceira, acompanhado pelo cabeça de lista do círculo eleitoral da ilha, João Luís Parreira, tendo, entre outras iniciativas, visitado a Feira do Gado, em Angra do Heroísmo, e a empresa de agricultura biológica Biofontinhas, na Praia da Vitória.

Questionado sobre as expectativas para os resultados eleitorais do próximo dia 25 de outubro, disse estar “bastante confiante” na eleição de um deputado regional.

“Sei que aquilo que se recolhe na rua não é suficiente, mas o nível de adesão que temos tido, nos eventos que temos feito nas redes sociais dão-nos a entender que temos uma excelente hipótese de eleger para a assembleia regional”, apontou.

O líder da IL considerou que “o papel sufocante e atrapalhador do Governo” tem sido “o grande entrave ao desenvolvimento” de Portugal e que isso se sente ainda mais nos Açores, olhando para os indicadores “de desenvolvimento, de educação e de riqueza” ou para “ a necessidade que as pessoas sentem de emigrar para subir na vida”.

“É possível fazer melhor, mesmo em regiões como os Açores, que têm 24 anos consecutivos de hegemonia do PS, com uma série de compadrios e conluios, que impedem as pessoas de decidir sobre a sua própria vida e de fazer o seu próprio desenvolvimento”, frisou.

A educação esteve também na agenda da Iniciativa Liberal, com uma reunião com o Sindicato dos Professores da Região Açores, tendo João Cotrim Figueiredo alertado para o “elevadíssimo grau de abandono escolar precoce” do arquipélago.

“A escola, desde o primeiro ciclo até ao secundário e até ao superior, tem de ser, de facto, o grande elevador social. Depende de que a escola nunca de acomode à sua função de educar e esteja sempre a evoluir e a acompanhar as necessidades das crianças e dos jovens. Isso implica que haja liberdade de escolha por parte das famílias nas escolas”, salientou.

Já o cabeça de lista da IL pela ilha Terceira realçou que “não há motivos para os açorianos pagarem mais impostos, podendo pagar menos”, alegando que a “teia de apoios” do Governo está a “matar o crescimento económico”.

“As nossas prioridades são reduzir a dívida pública, retirar o Estado e a gestão pública de muitas empresas que estão a dar prejuízo e poupar recursos para aquelas que são as funções do Estado: financiar boa educação, boa saúde e transporte aéreo de passageiros”, revelou.

João Luís Parreira, estudante de engenharia aeroespacial, com 20 anos, disse que as pessoas “têm vontade de mudar” nos Açores e que “já colocam a Iniciativa Liberal nas conversas de família”.

As legislativas dos Açores decorrem em 25 de outubro, com 13 forças políticas candidatas aos 57 lugares da Assembleia Legislativa: PS, PSD, CDS-PP, BE, CDU, PPM, Iniciativa Liberal, Livre, PAN, Chega, Aliança, MPT e PCTP/MRPP.

No arquipélago, onde o PS governa há 24 anos, existe um círculo por cada uma das nove ilhas e um círculo de compensação, que reúne os votos não aproveitados para a eleição de parlamentares nos círculos de ilha.

O Iniciativa Liberal concorre pela primeira vez às legislativas açorianas, com listas por São Miguel, Terceira e compensação.

Ler mais
Recomendadas

“É preciso esforço grande agora para salvar o Natal”, diz Santos Silva

O ministro dos Negócios Estrangeiros apontou hoje que se impõe “um esforço muito grande” para travar a propagação do coronavírus ” para salvar o Natal” das famílias dos cerca de 5 milhões de portugueses e lusodescendentes no estrangeiro.

OE2021: Costa diz que aprovação na generalidade é “passo importante” para garantir “um bom orçamento”

O primeiro-ministro, António Costa, reiterou que este é um orçamento que aposta no Serviço Nacional de Saúde (SNS) e na proteção social e mostrou-se disponível para acolher propostas dos partidos na especialidade.

OE2021 aprovado na generalidade com abstenção do PCP, PAN, PEV e das deputadas não-inscritas

Sem surpresas face àquilo que já tinha sido pré-anunciado, a proposta de Orçamento do Estado para o próximo ano recebeu os votos contra do PSD, CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal, bem como da bancada do Bloco de Esquerda.
Comentários