AHRESP defende revogação da medida que proíbe venda de bebidas em ‘take-away’

A associação refere que a medida “apenas vai prejudicar a já difícil situação dos estabelecimentos”. A AHRESP acrescenta que “o que se quer prevenir é o consumo de produtos à porta do estabelecimento ou nas suas imediações, e não a venda”.

A Associação da hotelaria, restauração e similares de Portugal (AHRESP) considera que a venda de qualquer tipo de bebidas “não representa qualquer risco acrescido” para a saúde publica e, como tal, defende que a medida seja “revogada”.

A associação refere que a medida “apenas vai prejudicar a já difícil situação dos estabelecimentos”. A AHRESP acrescenta que “o que se quer prevenir é o consumo de produtos à porta do estabelecimento ou nas suas imediações, e não a venda”.

“Esta questão assume maior relevância nos estabelecimentos que funcionam com menus, com bebida muitas vezes incluída no preço. A AHRESP está a questionar a tutela sobre esta e outras questões que estão a levantar muitas dúvidas”, lê-se no comunicado enviado esta quarta-feira à imprensa.

Sobre o desemprego no alojamento, restauração e similares, a AHRESP afirma que subiu 57,7%, de acordo com a informação mensal do mercado de emprego, divulgada pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP). O total de desempregados registados nos Serviços de Emprego no mês de dezembro de 2020 situou-se nos 402.254, um aumento de 29,6% relativamente ao mesmo mês de 2019 e de 1% face ao mês anterior.

A nível regional, o aumento homólogo mais pronunciado deu-se na região do Algarve (+60,8%), seguido da região de Lisboa e Vale do Tejo (+41,1%). À semelhança dos meses anteriores, o aumento no total de desempregados registou maior expressão no setor dos Serviços, especialmente nas atividades de Alojamento, Restauração e Similares, onde foi verificada uma subida de +57,7%, comparativamente a dezembro de 2019.

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