Alemanha com “dura recessão económica” em 2020 e forte recuperação em 2021

O Instituto da Economia Mundial (IfW) de Kiel prevê uma “dura recessão económica” no país em 2020, exercício no qual o PIB poderá recuar 0,1%, devido à pandemia do novo coronavírus, seguida de uma forte recuperação em 2021.

Fabrizio Bensch/Reuters

O IfW, um dos principais institutos da Alemanha, indica que este “efeito em V” conjuntural ocorrerá não só neste país, mas também no conjunto das economias europeias e no resto do mundo, e adianta que as suasd contas públicas ainda serão ligeiramente positivas em 2020, mas apontam para um saldo algo negativo no próximo ano.

O instituto cita a pandemia como razão para a interrupção da recuperação da atividade que se tinha registado na Alemanha e que “custará mais de um ponto percentual de produção económica este ano”.

“A indústria está a voltar a cair em recessão, a economia nacional, que até agora tem sido o pilar do desenvolvimento económico, também está sob tensão”, explica o IfW.

“As consequências económicas concretas do novo coronavírus são atualmente difíceis de quantificar. O prognóstico está sujeito a uma considerável incerteza e baseia-se na suposição mais provável (…) de que a pandemia diminuirá em meados do ano e que haverá efeitos económicos significativos”, indica o economista chefe do IfW, Stefan Kooths.

O instituto conta com que o PIB (Produto Interno Bruto) se reduza 0,4% no primeiro trimestre de 2020 e 1% no segundo, mas adianta que em 2021 espera uma recuperação e que, depois de um recuo de 0,1% no conjunto deste ano, se registe uma recuperação até 2,3% em 2021.

Segundo os últimos dados oficiais, a Alemanha cresceu 0,6% em 2019, mas estagnou no último trimestre do passado exercício. Em janeiro o Governo alemão anunciou uma estimativa de crescimento do PIB de 1,1% em 2020.

Como motivo principal da recessão este ano o instituto cita “as medidas de precaução que inibem parte da vida económica, bem como o elevado nível de incerteza sobre a duração e gravidade da pandemia e as consequências” da mesma.

“Além disto, há quedas na produção porque os produtos intermédios da Ásia não se entregam ou entregam-se demasiado tarde”, assegurou o presidente do IfW, Gabriel Felbermayr, num comunicado.

O instituto alemão também prevê uma recessão da zona euro, que classifica “inevitável”, e cita especialmente a Itália, ainda que não quantifique o efeito no país.

O PIB da zona euro “recuará 1% este ano e expandir-se-á de novo um pouco mais de 2% no próximo ano”, estima o instituto.

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