Alfândega do Porto acolhe 130 tecnologias de inovação colaborativa e nacional

A Alfândega do Porto vai receber esta quinta-feira o TECH@PORTUGAL, uma iniciativa que visa demonstrar 130 tecnologias de “inovação colaborativa entre as empresas e entidades do sistema científico”, afirmou fonte da Agência Nacional de Inovação.

Contactado pela Lusa, António Bob Santos, administrador da ANI, entidade que organiza o evento, explicou que o objetivo do TECH@PORTUGAL é “mostrar que a inovação não nasce apenas da investigação, nem das empresas”.

“A inovação é um processo colaborativo, interativo e dinâmico que envolve vários atores. Queremos mostrar isso, que existem vários atores que trabalham para o mesmo objetivo (…) apesar de serem entidades com culturas muito diferentes”, afirmou.

A iniciativa, que se realiza esta quinta-feira, a partir das 10h00, no Centro de Congressos da Alfândega do Porto vai acolher 104 entidades, desde centros de investigação a empresas, que juntas trabalharam no desenvolvimento de várias tecnologias na área da saúde, do agroalimentar, da robótica e até da mobilidade elétrica.

“Muitas destas tecnologias já estão no mercado e estão a resolver problemas da sociedade e das pessoas”, disse António Bob Santos, acrescentando que este evento visa também “mostrar que em Portugal é possível colaborar e que essa colaboração resulta em tecnologias concretas que podem e estão a ser úteis no dia-a-dia”.

Além das várias demonstrações, a iniciativa conta também com alguns painéis temáticos onde vão ser debatidas questões relacionadas com a indústria 4.0, com a economia circular, mas também com os desafios da inovação para a próxima década.

“O objetivo é que cada um dos estados membros da União Europeia sinalize quais são as suas prioridades em termos de investigação e inovação para a próxima década. Isto é importante, porque neste painel vão ser discutidas as prioridades da Europa, mas também quais as prioridades dentro da Europa, ou seja, dos países do Norte, do Centro e do Sul da Europa”, avançou.

A nível nacional, o administrador da ANI acredita que os grandes desafios continuam a estar relacionados com a “colaboração” entre as entidades científicas e o tecido empresarial, questão que, na sua perspetiva, “tem sido um dos fatores de não sermos tão inovadores”.

“Felizmente, nos últimos 10 anos tem-se revertido a tendência”, afirmou António Bob Santos, acrescentando, contudo, que para a situação se manter é necessária a “ação de políticas públicas”, nomeadamente através da “mobilização de instrumentos de financiamento, de capacitação e de promoção”, de como é exemplo o programa Interface.

“As empresas e o sistema científico tem também de ser mais pró-ativas em trabalharem umas com as outras, mas esta é uma questão cultural e as questões culturais demoram algum tempo a mudar”, concluiu.

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