A Inteligência Artificial (IA) está a redesenhar o mundo do trabalho, mas o sucesso dos futuros líderes não dependerá de quão bem dominam as ferramentas, mas de quão bem conseguem questioná-las. Esta é a principal conclusão do relatório “Augmented Leadership: Navigating the New Age of Intelligence”, lançado hoje pela Aliança Global CEMS, da qual a Nova SBE é a única representante em Portugal.
O estudo, que contou com o contributo de 33 das melhores escolas de gestão do mundo e mais de 70 parceiros multinacionais, defende que as competências humanas avançadas — como a autonomia intelectual e a tomada de decisão ética — são os novos fatores de diferenciação num mercado saturado de automação.
Num contexto em que a IA está cada vez mais integrada na estratégia e operação das organizações, o mais recente relatório CEMS explora as competências que irão definir um bom líder da próxima geração, destacando que o verdadeiro risco para os profissionais e líderes do futuro não é a IA substituir o ser humano, mas sim a tendência humana para abdicar do pensamento crítico perante a facilidade de delegar decisões à tecnologia. ‘Como pode a IA substituir-me’ não é a pergunta-chave das gerações do futuro.
Os verdadeiros líderes distinguem-se quando conseguem assumir e questionar ‘Como pode a IA ajudar-me a ser melhor?’, segundo o mais recente relatório da Aliança Global CEMS.
O relatório destaca um risco emergente: a tendência humana para delegar decisões complexas à tecnologia sem o devido escrutínio. Segundo a CEMS, a vantagem competitiva das próximas gerações residirá na capacidade de “pensar antes de pedir” e “analisar antes de aceitar”.
“O futuro não pertence a quem domina apenas a tecnologia, mas sobretudo a quem a questiona”, afirma Lénia Mestrinho, Diretora Executiva do Digital Data Design Institute na Nova SBE. “A tecnologia pode acelerar o nosso potencial, mas só a nossa consciência garante que a usamos com propósito”, acrescenta.
As 5 competências essenciais para o líder do futuro
Competências essenciais identificadas no relatório: Pensar antes de pedir (estruturar o raciocínio, formular perguntas e clarificar objetivos antes de recorrer à IA); Manter a Curiosidade ativa (explorar, testar, comparar perspetivas e desafiar respostas automáticas); Avaliar de forma ética e responsável (compreender implicações sociais, ambientais e organizacionais do uso da IA); Usar a tecnologia de forma critica e esclarecida (conhecer as capacidades e limitações das ferramentas de IA) e Tomar decisões com profundidade humana (valorizando não só a empatia mas também a comunicação, a criatividade e capacidade de conexão) são algumas das competências que mais valor acrescentarão a líderes e profissionais em início de carreira.
Perante este cenário, a Aliança CEMS anunciou que já ajustou o perfil dos graduados do seu Mestrado em Gestão Internacional (CEMS MIM). O objetivo é garantir que os jovens profissionais desenvolvam fluência digital sem perder a “autoliderança”.
Nicole de Fontaines, Diretora Executiva da Aliança Global CEMS, reforça que, embora a IA possa amplificar a criatividade, a sua utilização acrítica pode levar ao distanciamento e à perda de confiança. “O pensamento humano de elevada qualidade deve manter-se no centro da liderança”, conclui.
CEMS é uma aliança global com presença em 6 continentes. Reúne 33 escolas de negócios líderes mundiais, mais de 70 empresas multinacionais e 8 ONGs que juntas oferecem o Mestrado CEMS em Gestão Internacional
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