Alterações climáticas: “Vamos ser torrados, assados e grelhados”, alerta FMI

Christine Lagarde acredita que se não forem todas medidas urgentes a humanidade terá pela frente um “futuro sombrio”, deixando as gerações futuras comprometidas.

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, alertou esta terça-feira para a necessidade de o mundo aliar forças e tomar “decisões críticas” para combater as mudanças climáticas e a desigualdade social. Lagarde acredita que se não forem todas medidas urgentes a humanidade terá pela frente um “futuro sombrio”, deixando as gerações futuras comprometidas.

“Se não abordarmos essas questões, vamos mudar para um futuro sombrio”, afirmou a líder do FMI numa conferência sobre economia na capital saudita Riade, referindo-se às alterações climáticas. “Seremos todos torrados, assados ​​e grelhados, se cruzarmos os braços. Precisamos de tomar decisões críticas sobre as alterações climáticas”.

As declarações de Christine Lagarde surgem quatro meses depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado o início de um processo de três anos para retirar o país do acordo climatérico de Paris, sob o argumento de que o pacto colocava os Estados Unidos em desvantagem económica e as alterações climáticas eram “uma invenção dos chineses” para prejudicar o país. Cerca de 195 nações assinaram o Acordo de Paris, que prevê a redução das emissões de gases com efeito de estufa, de forma a conseguir travar o aquecimento da temperatura do planeta.

Christine Lagarde apelou também à luta contra a desigualdade entre homens e mulheres e entre os países ricos e os mais carenciados. A diretora do FMI elogiou ainda os esforços da economia saudita em dar resposta procurar diminuir a dependência em relação ao petróleo e implementar medidas para combater a desigualdade de género.

“A Arábia Saudita está a empreender reformas para reduzir as restrições às mulheres que entram na força de trabalho”, afirmou Lagarde na declaração, mencionando a mais recente decisão de permitir que as mulheres possam conduzir no país.

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