Altice, NOS e Vodafone fazem da Web Summit uma incubadora para o 5G

“O aumento da capacidade permite aumentar as velocidades de acessos aos dados dos milhões de visitantes destes dois espaços de espetáculos, congressos e exposições”, explicou a NOS em comunicado.

A quarta edição da Web Summit, a principal cimeira ligada á tecnologia que decorre em Lisboa até dia 7 de novembro, tem em 2019 como um dos principais eixos de debate o desenvolvimento da quinta geração da rede móvel (5G). Algo a que as principais operadoras de telecomunicações não ficaram indiferentes e, por isso, NOS, Altice Portugal e Vodafone Portugal têm planos de demonstração das suas redes assentes no 5G.

A NOS foi a primeira a comunicar que vai ter cobertura integral do recinto onde decorre Web Summit (pavilhões da FIL e Altice Arena) com 5G. Ambas as áreas, bem como áreas adjacentes, estão “cobertas por uma rede 5G integralmente operacional para pilotos, com espectro na banda dos 3,5 GHz solicitada à Autoridade Nacional de Comunicações [Anacom] para efeitos de testes”.

A empresa liderada por Miguel Almeida fez saber, ainda, que o reforço da sua rede naquela área “é permanente, não se esgotando com o final do maior evento tecnológico realizado em Portugal e que na edição transata recebeu cerca de 70 mil visitantes de 159 países”.

“O aumento da capacidade permite aumentar as velocidades de acessos aos dados dos milhões de visitantes destes dois espaços de espetáculos, congressos e exposições”, explicou a NOS em comunicado.

Aposta idêntica fez a Altice Portugal. A empresa liderada por Alexandre Fonseca anunciou na segunda-feira, ao início da tarde, que  será possível, a quem esteja no interior da Altice Arena, através de um terminal 5G ligar-se “à rede do futuro e experimentar a rapidez e a menor latência nas comunicações”. A telco assegurou que todos os espaços da Web Summit terão cobertura 5G.

A Altice fez ainda um reforço da cobertura 4,5G de propósito para a Web Summit, uma vez que durante a edição deste ano – segundo os responsáveis da telco – são esperadas mais de três milhões de sessões únicas estabelecidas à rede WiFi, através de mais de 55.000 dispositivos únicos ligados com tráfego de 90 TBytes de dados. Por isso, a infraestrutura da Altice Arena foi ainda reforçada para suportar 20.000 dispositivos pela rede WiFi, quatro acessos em fibra ótica a 10 Gbps redundantes ao nível de traçados e de centrais e ainda a capacidade de suportar upload de vídeos em direto.

Apesar da aposta no 5G, as redes das três empresas de telecomunicações não poderão servir para uso comercial do 5G. Isto é, servirão apenas para testar o 5G  respetivas demonstrações das empresas, mediante autorização da Ancom.

Ao abrigo dos testes de validação da tecnologia, a Altice Portugal instalou antenas e equipamentos de rede avançadas 5G da Huawei. Já a cobertura 5G da NOS é sustentada com equipamentos da Nokia.

5G a bordo de um Zoe
A rede 5G da Vodafone também vai  ser testada durante a Web Summit, mas num ângulo de abordagem diferente das concorrentes. Tal como acontece na segunda-feira e vai ocorrer esta terça-feira, as potencialidades da rede 5G da empresa liderada por Mário Vaz serão demonstradas pela startup portuguesa Live Electric Tours.

Como? Esta empresa de rápido crescimento está transmitir em direto, com qualidade de imagem 4K, para as redes sociais com o 5G da Vodafone. A demonstração decorre durante um percurso no Parque das Nações com o novo Renault Zoe. As potencialidades do 5G são evidenciadas a bordo do automóvel, cujo GPS opera com menor latência, “sem qualquer falha de comunicação e em tempo real, resposta do assistente de viagem inteligente, com informações sobre os pontos de maior interesse da cidade à medida que os utilizadores passam pelos mesmos”.

Fundada em 2010 por Paddy Cosgrave, Daire Hickey e David Kelly, a Web Summit é considerada um dos maiores eventos de tecnologia, inovação e empreendedorismo do mundo e evoluiu em menos de seis anos de uma equipa de apenas três pessoas para uma empresa com mais de 150 colaboradores.

A cimeira tecnológica, que nasceu em 2010 na Irlanda, passou a realizar-se em Lisboa desde 2016, vai manter-se na capital até 2028, depois de, em novembro do ano passado, ter ficado decidida a permanência da conferência em Portugal por mais 10 anos, após uma candidatura com sucesso.

Este ano decorre na FIL, cuja área coberta é de cerca de 43.000 m2 numa área total de 100.000m2. O espaço da FIL é constituído por quatro pavilhões de dimensões semelhantes (10.368m2). Estes recintos ocupados pela Web Summit, ainda compreende  um Centro de Reuniões, um pavilhão multiusos com cerca de 1.200 m2 e diversas áreas comerciais. À FIL, alia-se um espaço com capacidade de vinte mil espetadores, o Altice Arena é o maior pavilhão de espetáculos de Portugal.

Ler mais
Recomendadas

AHRESP entende que proibição de circulação não se aplica às reservas feitas previamente

No entanto, porque persistem dúvidas sobre a interpretação desta norma, a associação da restauração e hotelaria garante que irá questionar a tutela sobre o assunto.

CEO da CGD defende que a consolidação bancária vai decorrer “nos próximos dois anos”

A consolidação da banca poderá ser impulsionada pelos resultados dos bancos nos próximos trimestres, defendeu o CEO da CGD que considera que um banco público tem de ter dimensão para poder ser relevante no mercado. O BCP defende que a consolidação será cross border. Aumentos de capital para superar a crise? CEO do BCP e o CEO do BPI rejeitam que haja essa necessidade.

Novo Banco tem carteira de malparado de 100 milhões à venda

A revelação foi feita numa conferência para falar sobre a “banca do futuro”, organizada pelo Negócios, António Ramalho ironizou ao falar da carteira de NPL que está já à venda: “não se chama ‘Nata 3’ porque achámos por bem denominar isto com nomes mais ligados a jogadores de rugby. Que passou a estar na moda depois de este meu colega [Miguel Maya] ter lançado dois processos no mercado com base no rugby”.
Comentários