Altri propõe distribuição de dividendos extraordinários até um máximo de 5% do capital da Greenvolt

Esta distribuição de dividendos terá de ser aprovada na assembleia geral da Altri, agendada para 30 de abril próximo, e só terá efeito se a futura subsidiária Greenvolt – Energias Renováveis cotar na Euronext Lisbon até 31 de dezembro deste ano.

A Altri vai propor na próxima assembleia geral da empresa, agendada para 30 de abril, a distribuição de dividendos aos futuros acionistas da nova participada do grupo a cotar em bolsa, a Greenvolt – Energias Renováveis, SA.

Segundo um comunicado enviado hoje, dia 8 de abril, para a CMVM – Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, se esta proposta, constante da ordem de trabalho da referida assembleia geral da Altri, o conselho de administração da empresa ficará autorizado a “deliberar a distribuição de dividendos em espécie (podendo revestir a forma de distribuição antecipada de lucro ou a atribuição de um dividendo extraordinário aos acionistas)/distribuição de bens aos sócios nos termos prescritos nos artigos 31.º e 32.º do CSC, até ao máximo global de 5.000.000 (cinco milhões) de ações ou o número de ações que, à data do IPO, representar no máximo 5% do capital social e dos direitos de voto da subsidiária integralmente detida Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., aos acionistas da Altri, SGPS, S.A., na proporção das ações representativas do capital social da Altri, SGPS, S.A. de que sejam titulares em determinada data a definir oportunamente (…)”.

O conselho de administração ficará também autorizado a “determinar, tendo presente o calendário da projetada operação de admissão à negociação das ações representativas do capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., a oportunidade de tal deliberação, bem como a oportunidade da data de atribuição das ações em causa aos acionistas da Altri, SGPS, S.A.”, assim como “definir a modalidade e os termos e condições ao abrigo dos quais a distribuição acima referida poderá ter lugar e praticar todos os atos a isso necessários, designadamente junto dos demais acionistas da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. e da própria sociedade”.

Se esta proposta for aprovada na assembleia geral marcada para 30 de abril próximo, o conselho de administração da Altri ficará também autorizado a “praticar todos os atos úteis, necessários ou convenientes à boa execução da deliberação de distribuição de ações representativas do capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., incluindo, sem limitar, a seleção e contratação de intermediário financeiro”.

“O conselho de administração [da Altri] esclarece que a aprovação desta proposta pela assembleia geral dependerá sempre da realização da referida operação que, sujeita às condições de mercado e nos termos habituais em situações similares, poderá culminar na admissão à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon da totalidade das ações representativas do capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. e da concretização dessa admissão à negociação até 31 de dezembro de 2021; de conclusões satisfatórias no âmbito da análise à viabilidade da projetada distribuição; e de deliberação subsequente do conselho de administração nesse sentido a concretizar os termos ao abrigo dos quais tal distribuição poderá ter lugar, pelo que não representa, nesta data, qualquer atribuição ou promessa de atribuição de ações representativas do capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. aos acionistas da Altri, SGPS, S.A., nem uma garantia ou expectativa de que tal venha a suceder, ficando sem efeito essa projetada atribuição de ações assim como todos os atos dela preparatórios caso a admissão à negociação da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. não venha a ocorrer até à referida data de 31 de dezembro de 2021”, adianta o referido comunicado da Altri.

O documento enviado à CMVM explica ainda que, tendo em consideração que a subsidiária da Altri, integralmente detida, Greenvolt – Energias Renováveis, S.A., se encontra a estudar a possibilidade de realizar uma operação que, sujeita às condições de mercado e nos termos habituais em situações similares, poderá culminar na admissão à negociação no mercado regulamentado Euronext Lisbon da totalidade das ações que representam o respetivo capital social, “o conselho de administração da Altri, SGPS, S.A. está, em paralelo, a avaliar a possibilidade de proporcionar aos seus acionistas, na proporção das ações representativas do capital social da Altri, SGPS, S.A. de que sejam titulares em
determinada data a definir oportunamente, a aquisição, por via de uma distribuição de dividendos em espécie/distribuição de bens aos sócios nos termos prescritos nos artigos 31.º e 32.º do CSC, de ações representativas do capital social da Greenvolt – Energias Renováveis, S.A. e, revelando-se possível tal distribuição, participarem no respetivo capital após a admissão à negociação em mercado regulamentado das ações em causa (IPO)”.

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