Alunos portugueses em linha com média da OCDE, mas resultados a ciências pioram

Os alunos portugueses estão ligeiramente acima da média da OCDE em competências como leitura, matemática e ciências, ainda que neste último domínio tenham piorado resultados face à avaliação de 2015, revela o relatório PISA 2018, hoje divulgado.

O PISA (sigla inglesa para Programa Internacional de Avaliação de Alunos) é um relatório Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) que de três em três anos mede o desempenho dos alunos de 15 anos em competências como leitura, matemática e ciências e avalia ainda outras questões como o ambiente escolar e a as condições de equidade na aprendizagem.

O relatório aponta Portugal como uma das únicas sete economias – entre 79 analisadas – onde, ao longo da sua participação no PISA, os resultados foram consistentemente de progresso nos três domínios.

Para além de Portugal, apenas Albânia, Colômbia, Macau (China), República da Moldávia, Perú e Qatar o conseguiram.

Apesar dos progressos, os resultados dos alunos portugueses a ciências pioraram em 2018 face aos registados no relatório anterior, em 2015.

Ainda que se mantenham ligeiramente acima da média da OCDE, os resultados caíram para valores próximos dos registados há cerca de uma década.

Em 2018, 80% dos alunos portugueses que participaram no estudo da OCDE obtiveram em ciências resultados de, pelo menos, nível 2, ou seja, o nível mínimo de exigência nos critérios de avaliação de competências usados pela OCDE, ficando ligeiramente acima da média da organização, que é de 78%.

A percentagem de alunos nacionais considerados ‘top performers’, ou seja, com um desempenho de topo a ciências foi de 6%, quase em linha com a média de 7% da OCDE.

Em competências de leitura, os alunos portugueses que atingiram pelo menos o nível 2 de competências fixaram-se nos 80%, acima dos 77% de média da OCDE. Neste domínio a percentagem de alunos de topo, que atingem níveis de 5 e 6, foi de 7%, abaixo dos 9% de média da OCDE.

Já a Matemática, os alunos portugueses estão praticamente iguais à média da OCDE (76%), registando uma percentagem de 77% de estudantes que atingem pelo menos o nível 2. A percentagem de alunos de topo supera a média da OCDE (11%), com um registo de 12%.

Os resultados internacionais mostram que algumas regiões da China que participam no estudo, entre as quais Hong Kong e Macau, e outras economias asiáticas, como Singapura, se encontram entre os países ou regiões com melhores resultados a Matemática, com algumas regiões chinesas a conseguirem colocar quase metade dos seus alunos entre os ‘top performers’ da disciplina.

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