Americanos duplicam frutos vermelhos em Portugal

Maravilha Farms, do grupo Driscoll’s, quer ter mais de 260 hectares em produção em Portugal.

A Maravilha Farms, empresa portuguesa que se dedica à produção de frutos vermelhos em Portugal, vai mais que duplicar a sua área de plantação em Portugal nos próximos, tendo a pretensão de chegar a 2021 com uma faturação aproximada de 49,5 milhões de euros (19,6 milhões de euros de vendas em 2016) e posicionar-se como a maior produtora neste segmento de atividade, com destaque para as framboesas, mirtilos e amoras.

Pertencente ao grupo norte-americano Driscoll’s, detido pela família Reiter, a Maravilha Farms irá investir cerca de 19 milhões de euros neste projeto de expansão nos próximos cinco anos, valor que se junta aos cerca de 15 milhões de euros já investidos pela empresa em Portugal desde que iniciou a sua atividade no nosso país, no final da década de 90.

O investimento será efetuado nos concelhos onde a empresa já está presente, Zambujeira do Mar e Tavira e será alvo de uma cerimónia pública de apresentação, na próxima segunda-feira, em São Teotónio, no concelho de Odemira, com a presença garantida do primeiro-ministro António Costa. Mas, em declarações ao Jornal Económico, Luís Pinheiro, diretor-geral da Maravilha Farms revela que o grupo está a estudar outras localidades em Portugal para expandir ainda mais a sua produção de frutos, para além deste projeto. “Estamos a olhar para Almeirim ou para a barragem do Alqueva, que tem vantagens em termos de escala”, adiantou aquele responsável.

O diretor-geral da Maravilha Farms adianta que a empresa exporta neste momento cerca de 98% a 99% da sua produção, essencialmente para mercados como os países do norte da Europa. Luís Pinheiro sublinha que Portugal neste momento vale 2% no grupo.

Recomendadas

Processo de despedimento coletivo está a ser finalizado, garante CEO da TAP

“Nesta crise, a TAP ajustou-se e definiu um novo plano – TAP 3.0. Ainda estamos na expectativa da sua aprovação, mas já iniciámos a sua implementação”, adiantou Christine Ourmières-Widener, na Conferência Internacional de Controlo de Tráfego Aéreo, que decorre no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

CEO da TAP afirma que crise dos combustíveis teve “impacto é negativo mas ainda não é possível quantificar”

“O resultado é negativo porque não é algo que pudesse ser previsto”, afirmou Cistine Ourmières-Widener, que falava na Conferência Internacional de Controlo de Tráfego Aéreo, promovida pela Associação portuguesa dos Controladores de Tráfego Aéreo (APCTA).

Combustíveis. Famílias com desconto de 10 cêntimos por litro até março, anuncia Governo

O desconto vai ser aplicado nos primeiros 50 litros mensais através do IVAucher, anunciou o ministro das Finanças. Medida custa 133 milhões aos cofres públicos e entra em vigor em novembro.
Comentários