Anacom avança com plano de migração da TDT e marca teste piloto para 27 de novembro

A migração da faixa dos 700 MHz da televisão digital terrestre é essencial para o desenvolvimento do 5G em portugal, cujo lançamento está previsto para julho de 2020.

O plano de desenvolvimento da migração da rede televisão digital terrestre (TDT) para libertar a faixa dos 700 MHz, para dar lugar às frequências do da quinta geração móvel (5G), e o respetivo calendário a ser cumprido pela Meo já foi aprovado, anunciou a Autoridade Nacional das Comunicações esta terça-feira, 8 de outubro. O teste piloto está marcado para o dia 27 de novembro.

O teste piloto consistirá na alteração do emissor de Odivelas Centro, “que passará do canal 56 para o canal 35″, explica o regulador das telecomunicações no seu site. Por determinação da Anacom, o teste será levado a cabo pela Meo, controlada pela Altice Portugal”.

A alteração dos emissores, nomeadamente o de Odivelas Centro, em 27 de novembro, “implicará que as pessoas apenas tenham que sintonizar o seu televisor, usando o comando da televisão ou da box TDT [descodificador TDT]”. A Anacom esclarece, ainda, que “não será necessário reorientar a antena de receção [os emissores vão ficar no mesmo sítio], nem trocar a televisão ou o descodificador TDT. Também ninguém terá que subscrever serviços de televisão paga [pacotes de televisão], pois todas as pessoas poderão continuar a ver televisão gratuita, como acontece agora.

Caso os clientes da TDT fiquem com o ecrã negro bastará “sintonizar a televisão ou o descodificador TDT”.

“Depois da alteração do emissor de Odivelas Centro, no dia 27 de novembro, as alterações dos restantes emissores que compõem a rede de TDT começam entre a terceira semana de janeiro e a primeira semana de fevereiro de 2020 e terminam no dia 30 de junho de 2020”, acrescenta o organismo liderado por João Cadete de Matos, que recorda que o processo arranca no sul do país e terminará nas regiões autónomas dos Açores e da Madeira.

A Anacom diz que “flexibilizou o calendário, face ao roteiro que tinha estabelecido, atentas as preocupações manifestadas pela Meo, pelo que caberá a esta empresa que é responsável pela difusão e transporte do sinal de televisão digital, estabelecer o calendário e o ritmo dos trabalhos, dentro dos limites definidos” pelo regulador.

“O intervalo de tempo definido pela Anacom para fazer a alteração técnica dos emissores da rede de TDT afigura-se bastante flexível e suficiente, tendo em conta o período de tempo em que decorreu o processo de alteração, idêntico a nível técnico, do canal 67 para o canal 56, ocorrido em 2011”, explica.

Quanto à Meo, a empresa “terá de enviar à Anacom um planeamento detalhado da alteração dos 240 emissores que compõem a rede de TDT, indicando a data em que será alterada cada estação emissora, por forma a habilitar” o regulador “a poder desenvolver as ações de apoio ao utilizador, atempadamente”. O prazo estabelecido pela Anacom para a Meo entregar o plano de alteração data de 15 de novembro.

Linha de apoio da Anacom
A pensar nas eventuais dificuldades dos clientes do TDT, o regulador das telecomunicações “vai disponibilizar uma linha de atendimento telefónico gratuito [diurna e noturba, abrangendo fins de semana e feriados], a divulgar oportunamente, através da qual poderão ser esclarecidas dúvidas sobre a mudança de canal, as datas e regiões abrangidas ou como fazer a sintonia do televisor ou box”.

Caso os utilizadores não consigam sintonizar os seus equipamentos, a Anacom “garantirá que os pedidos de apoio são resolvidos pelas equipas técnicas que se deslocarão por todo o país, à medida que a Meo vai fazendo as alterações aos emissores”.

 

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