Angola anuncia novas medidas para combater lavagem de dinheiro

Para levar o seu programa a bom porto, o executivo angolano conta com a assistência técnica do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, segundo João Lourenço.

O Presidente da República de Angola, João Lourenço disse esta segunda-feira, nos Estados Unidos de América (EUA), que o seu governo vai implementar novas medidas de combate à lavagem de dinheiro e esta tudo a fazer para recuperar ativos que foram transferidos ilegalmente para países estrangeiros.

Segundo o presidente angolano, o governo está, igualmente, a tomar “medidas enérgicas” para combater e inibir a corrupção, para que Angola melhore as suas práticas de governação, no âmbito das normas que vigoram nos Estados Democráticos e de Direito. João Lourenço discursava no Conselho de Relações Exteriores na cidade de Nova Iorque, onde se encontra a participar na 74ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.

De acordo com o estadista angolano, para levar o seu programa a bom porto, o executivo angolano conta com a assistência técnica do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial (BM), tendo também beneficiado de financiamentos.

João Lourenço indicou que o executivo conta com o apoio dos seus parceiros internacionais, como os EUA, que continuam a prestar um vital contributo à economia nacional, particularmente o Tesouro americano, na assistência aos ministérios das Finanças e do Interior, Banco Nacional de Angola (BNA) e à Unidade de Informação Financeira (UIF), em relação ao combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo e ao compliance.

Além disso, lembrou que, por muito tempo, o potencial de Angola ficou refém de uma economia centralizada, com um peso excessivo do sector público.

Segundo o presidente, iniciou-se, com efeito, um novo caminho em direção à sua reestruturação e adequação aos modelos bem-sucedidos e capazes de garantir a sua credibilidade, sustentabilidade, transparência e prosperidade, privilegiando o sector privado da economia.

Na opinião do chefe de Estado angolano, duas das primeiras etapas desse caminho foram necessariamente o combate aos comportamentos nocivos à sociedade, o fortalecimento dos direitos e das liberdades fundamentais dos cidadãos.

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